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ESPAÇO CULTURAL DOS LIVRES PENSADORES

CULTURA & HUMANISMO é um espaço cultural aberto para os livres pensadores. Estudantes, professores, advogados, jornalistas, músicos, artistas plásticos, poetas, escritores, pesquisadores, fotógrafos, esportistas e os que buscam conhecer assuntos culturais e ligados à história do homem no mundo. Cada internauta aqui registrado é um produtor de conteúdo, seja de textos, fotos, músicas, análises literárias, temas históricos etc.

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Valdeci Ferraz

DEUS É UMA IDÉIA?

Iniciado por Valdeci Ferraz. Última resposta de Valdeci Ferraz 4 Jul, 2011. 100 Respostas

Ricardo Augusto Bezerra Tiné

A MORTE É O FIM?

Iniciado por Ricardo Augusto Bezerra Tiné. Última resposta de António Joaquim Simões Casado 9 Nov, 2010. 20 Respostas

Ricardo Augusto Bezerra Tiné

A língua falada no Brasil não é assunto Nacional. Vocês concordam?

Iniciado por Ricardo Augusto Bezerra Tiné. Última resposta de Rosilene Rocha dos Santos 16 Jul, 2010. 9 Respostas

Anne Christine

REDUZIR A IDADE PENAL VAI DIMINUIR A CRIMINALIDADE?

Iniciado por Anne Christine. Última resposta de António Joaquim Simões Casado 9 Nov, 2010. 8 Respostas

Rafael Rocha

ALIENAÇÃO

Iniciado por Rafael Rocha. Última resposta de João Barcellos 3 Out, 2009. 6 Respostas

Celso lungaretti

Quais as lições da morte de Bin Laden?

Iniciado por Celso lungaretti. Última resposta de Wladimir Gomide 6 Jun, 2011. 5 Respostas

Thiers R >

O QUE ESTÁ ACONTECENDO NA TERRA?

Iniciado por Thiers R >. Última resposta de Carlos Ventura 10 Abr, 2011. 5 Respostas

Marisa Soveral

QUESTIONAMENTOS POLÍTICOS

Iniciado por Marisa Soveral. Última resposta de Marisa Soveral 17 Nov, 2011. 5 Respostas

Maria Aparecida de Jesus

Camões

Iniciado por Maria Aparecida de Jesus. Última resposta de Maria Aparecida de Jesus 8 Mar, 2009. 5 Respostas

Ricardo Augusto Bezerra Tiné

As escolas brasileiras ensinam ou adestram?

Iniciado por Ricardo Augusto Bezerra Tiné. Última resposta de Ricardo Augusto Bezerra Tiné 21 Ago, 2010. 4 Respostas

Julieta Ferreira

Porquê tanto divórcio?

Iniciado por Julieta Ferreira. Última resposta de Julieta Ferreira 18 Set, 2009. 4 Respostas

Rafael Rocha

PABLO NERUDA NÃO TINHA SUSTENTAÇÃO POÉTICA?

Iniciado por Rafael Rocha. Última resposta de Maria Celeste Raposo 25 Out, 2009. 4 Respostas

António Joaquim Simões Casado

CARTA À SOLIDÃO

Iniciado por António Joaquim Simões Casado. Última resposta de Aline cerqueira 9 Jan, 2011. 3 Respostas

Ricardo Augusto Bezerra Tiné

Por que não temos os mesmos direitos?

Iniciado por Ricardo Augusto Bezerra Tiné. Última resposta de Valdeci Ferraz 3 Set, 2010. 3 Respostas

Palavra Rocha

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295.894 pessoas acessaram CULTURA & HUMANISMO
até o dia 31/12/2011.

EDITORIAL DA REDE

Camaradas:

Sim, ele já bateu nas portas das cidades, camaradas. Já é tempo de festa. De alegria. Já é tempo de esquecer as agruras da vida. Já é tempo de vestir a fantasia e sair às ruas. No Recife, a festa está presente em vários quadrantes. Em Olinda, o rei Momo vai prevalecer com toda a sua majestade. Em Salvador, o pobre faz seu abadá e deixa de comer para entrar no cordão do trio elétrico. No Rio de Janeiro, as escolas de samba começam a processar os ritmos, as cores, os carros alegóricos e as fantasias lantejouladas e brilhantes.  O Carnaval no Brasil é um marco muito mais importante do que a virada do ano do calendário.

No Carnaval o país se transforma. As pessoas se transformam. Os pudores cotidianos são esquecidos. Os desejos obscenos alcançam a flor da pele. Tudo é permitido. Foliões entram em transe coletivo, numa catarse de seus anseios oprimidos no cotidiano em nome da alegria geral. No Carnaval ninguém precisa dissimular. Todo mundo se entrega à libertinagem, à bebedeira, à dança e aos folguedos.

A cultura popular brasileira é representada em todos os seus aspectos no Carnaval. Mistura-se tudo num caldeirão. Tradições populares e pagãs. Personagens míticos e folclóricos. Baco. Momo. Pierrôs. Colombinas. Baianas. Corpos nus e seminus saracoteiam nas ruas. E tudo exala luxúria, sensualidade, um cio animal a encher o ar das ruas liberando geral. No Recife, o Galo da Madrugada canta e libera os foliões para a loucura. A cidade se agita. O frevo volta a imperar nas ruas.

Sim, o Carnaval está já nas avenidas e ruas e becos e ladeiras do Recife e de Olinda. Mas quando chegar no ápice o povo sairá por essas ruas e becos e ladeiras em hipnótico desafio. Esquecerá a corrupção. Esquecerá a fome. Esquecerá o desemprego. Esquecerá a pobreza. Esquecerá os baixos salários. O que interessa é a alegria até a chegança da quinta-feira onde cabisbaixo retorna ao seu cotidiano.

No Carnaval não existe luta de classes, pois ele é a festa de todas as classes. Os corpos suados poderão ser vistos a pular ao som dos trios elétricos, dos blocos de rua, das orquestras de frevo, nos caboclinhos, nos maracatus, nos bois-bumbás e em todas as manifestações populares Brasil afora. Ainda que exista a sensação de que a nossa cultura popular está sendo canibalizada, ainda que exista a sensação de que a poesia, o lirismo, as tradições folclóricas estão sumindo, ainda que exista a sensação de que o Carnaval está se tornando um objetivo de lucro para os capitalistas, o povo estará vivaz e feliz nas ruas embriagado e delirante.

Carnaval, festa de loucos? Por que não? A loucura torna-se generalizada nesses dias. Ninguém quer ficar fora dela. A adoração de todos os deuses pagãos do mundo antigo volta à tona e se transforma na maior manifestação popular da história humana.

Abraços e PAZ.

Ver Editoriais anteriores em:http://culturahumana.ning.com/profiles/blogs/editoriais-da-rede-6-1?xg_source=activity
http://culturahumana.ning.com/profiles/blogs/editoriais-da-rede-5
http://culturahumana.ning.com/profiles/blogs/editoriais-da-rede-4
http://culturahumana.ning.com/profiles/blogs/antigos-editoriais-da-rede-1?xg_source=activity
http://culturahumana.ning.com/profiles/blogs/antigos-editoriais-da-rede-2?xg_source=activity
http://culturahumana.ning.com/profiles/blogs/antigos-editoriais-da-rede-3?xg_source=activity

A longa trajetória de Stalin, desde o princípio da Revolução Russa (1917) até sua morte em 1953, explicitando os bastidores do terror político soviético naquele período,e mostrando a personalidade dura e controvertida de Stalin. Líder revolucionário e político soviético (21/12/1879-5/3/1953). Josef Vissariónovitch Diugachvíli nasceu em Gori, na Geórgia. Filho de um sapateiro, estudou em escola de padres, de onde foi expulso por apresentar pontos de vista marxistas. Em 1902 torna-se militante do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), fundado por Lênin. É preso várias vezes e deportado para a Sibéria em 1913, época em que adota o nome Stalin (homem de aço). Em 1917 entra para o comitê central do POSDR, no qual ajuda a preparar a Revolução Russa. Braço direito de Lênin, em 1922 torna-se secretário-geral do Politburo, órgão máximo do Partido Comunista (PC), e adota a tese do socialismo em um único país, ou seja, apenas na União Soviética (URSS), em oposição a Trótski, que prega a expansão da revolução. Sucede Lênin após sua morte, em 1924, derrotando Trótski. Controla o Estado com poderes ditatoriais e inicia o stalinismo. Expulsa do partido e do Exército os inimigos declarados ou potenciais. Milhões de pessoas são presas, executadas ou enviadas aos campos de trabalho pela sua polícia política. Durante a II Guerra Mundial, é um dos chefes da coalizão antinazista, junto ao americano Franklin Roosevelt e ao inglês Winston Churchill. Encerrado o conflito, cria alianças militares e econômicas com as novas repúblicas socialistas do Leste da Europa. Após sua morte, em Moscou, seus crimes são denunciados no 20º Congresso do Partido Comunista da URSS (PCUS) em 1956.
STALIN – 1ª PARTE

STALIN- 2ª PARTE

STALIN – 3ª PARTE

REGRAS BÁSICAS DA NOSSA REDE

CULTURA & HUMANISMO é a pátria dos livres pensadores. É o torrão natal dos que lutam pelas mudanças e a favor da liberdade da raça humana. CULTURA & HUMANISMO não tem religião e muito menos é a favor de quaisquer delas. CULTURA & HUMANISMO não abre espaço para difundir ideias e dogmas religiosos e os chamados ditos espirituais. Quem pretender divulgar temas a favor de determinado tipo de crença ou pretender fazer proselitismo perderá seu tempo e lugar na rede. CULTURA & HUMANISMO não é o espaço adequado para tratar desse tipo de assunto. O pilar maior da nossa filosofia está inserido na proclamação humanista: Nada acima do ser humano, e nenhum ser humano abaixo de outro.”  O humanista não fundamenta sua visão de mundo na fé.


1 - CRIAÇÃO DE GRUPOS - A criação de grupos de discussão deve obedecer ao espírito de C&H. Análise aberta e completa do assunto em pauta no texto de abertura. Debates, discussões, criação de tópicos de discussão, envolvimento no tema; CULTURA & HUMANISMO espera que os membros dos grupos e da rede atuem com ideias próprias. Textos copiados de outros sites não são bem-vindos.

2 - Não serão permitidas propagandas religiosas, políticas, administrativas (de grupos turísticos, religiosos, esportivos, musicais), bem como de autopromoção dos membros, com publicidade de outros sites, blogs e/ou redes em C&H. No caso de livros, o gestor da rede é quem dará o aval.

3 - CULTURA & HUMANISMO não aceita membros que não coloquem foto pessoal no perfil. As fotos para os albuns deverão ser devidamente tituladas e legendadas. Caso contrário serão deletadas.

4 - Não aceitaremos vídeos publicitários de nenhuma espécie; e muito menos vídeos com conteúdo pornográfico.

5 - Não aceitamos fotos pessoais, de amigos, parentes etc; Para isso existem o facebook, o badoo, o hi5, o orkut e correlatos.

6 - Os vídeos também deverão ter uma justificativa plausível para serem divulgados (ou seja, devem ser legendados e titulados).

7 - Os textos enviados para os blogs só serão publicados nesta página principal se estiverem grafados corretamente como manda a gramática da nossa língua portuguesa, bem como na estética usual entre letras maiúsculas e minúsculas e que o tema do texto esteja a seguir a linha editorial do site. inclusive vídeos e fotos. Solicitamos aos autores que façam a devida revisão gramatical antes de postar definitivamente os textos. CULTURA & HUMANISMO valoriza a lingua-mãe. Textos em português incorreto serão sumariamente deletados.

8 - REGRA ESPECIAL - Visando maior integração entre os membros da rede, e por saber que a grande maioria não possui erudição em línguas estrangeiras, os textos enviados para a página principal de CULTURA & HUMANISMO e para a abertura de grupos ou debates incentivados devem ser redigidos na língua portuguesa. Textos em outras línguas - inglês, francês, alemão, italiano, espanhol etc - podem continuar sendo postados, desde que tragam a tradução equivalente (em português) no mesmo espaço, relevando aqueles cuja densidade cultural tenham de se manter na língua original. Espero a compreensão de todos os membros para esta regra e também que ela seja seguida.

9 - NOVOS MEMBROS – CULTURA & HUMANISMO, visando mais segurança, a partir de janeiro de 2011 só aceita novos membros através de convite enviado pelos administradores e por alguns membros mais antigos e ativos da rede, desde que, quando do ingresso ou dentro de 48 horas após o ingresso ser aprovado, façam a postagem de uma crítica específica no seu blog pessoal. Tudo isso seguindo a filosofia da rede. CULTURA & HUMANISMO busca ativistas polêmicos e atuantes. O membro que passar dois meses sem atuar na rede é suspenso por tempo indeterminado. O tema a ser tratado estará inserido pelo administrador nas perguntas que são feitas quando da inscrição. Todo novo membro deve lembrar que foto pessoal no perfil é obrigatória. Bem como que a língua portuguesa é a língua básica da rede.

10 – As colaborações nos grupos existentes, CASO SEJAM MUITO RESUMIDAS, podem ser inseridas no campo COMENTÁRIOS. A criação de tópicos de discussão só deve ocorrer se o assunto for bem desenvolvido e com dados consistentes, assinalando a fonte e a bibliografia. Nos tópicos de discussão não aceitamos colaborações simplificadas. A estética de C&H é prolixa.

11 – O administrador e criador de CULTURA & HUMANISMO tem toda liberdade para negar ingresso a membros que não considere coerentes com a filosofia da rede, bem como de banir qualquer um que esteja indo de encontro a essa filosofia.

12 – A inserção de fotos deve ser feita com o devido cuidado. Nem grande demais nem pequena demais. A foto deve ter entre 300 x 300 ou 400 x 400 pixels.

13 – O membro deve levar em consideração mais o seguinte: C&H tem espaço para fotos e para criação de álbuns próprios pelos membros. Tal espaço também deve seguir uma estética e e também se imbuir da filosofia editorial da rede. A foto tem de possuir TITULO e LEGENDA explicando o seu conteúdo. Título da foto e de qualquer outro tema tem de ser perfeitamente inserido na linha correspondente. O membro deve tomar cuidado para o título não repetir a primeira linha do texto que vem a seguir. O título tem espaço próprio na sua área de edição do texto. CULTURA & HUMANISMO não aceita de seus membros a inserção em suas páginas de fotos pessoais, de amigos, familiares e afins. As fotos têm de ser exclusivamente culturais, de paisagens, museus, cidades históricas e até mesmo da cidade habitat do membro sempre com colocações do título e da legenda específica. Postagem de vídeos também segue o mesmo estilo da postagem de fotos.

14 – Todo membro tem seu blog e sua página particular. Sugerimos que apesar da particularidade do blog e da página particular que ambos siga as regras da rede para não sofrerem sanções administrativas.

15 – O membro deve sempre antes de entrar em sua página fazer uma leitura da página principal. É nessa página que as principais ações diárias de C&H são apresentadas. Principalmente o EDITORIAL DA REDE. Na coluna ÚLTIMAS ATIVIDADES o membro verá os últimos entrelaçamentos entre a rede e os demais integrantes. e as colaborações de alguns membros especiais.

16 – O ingresso nos grupos é livre e de acordo com a identificação do membro com quaisquer deles. O administrador poderá enviar convite para ingresso nos grupos e o membro poderá aceitar ou não.

IMPORTANTE: C&H sempre estará enviando AVISOS, MENSAGENS e outras coisas do gênero para os e-mails de seus membros. Todos devem ficar cientes disso logo que ingressarem. Leiam as mensagens e depois as apaguem para que suas caixas de e-mails não fiquem superlotadas. NÃO BLOQUEIEM E-MAILS ENVIADOS POR CULTURA & HUMANISMO. Caso haja bloqueio FICA NÍTIDA a intenção de não tomar conhecimento do que se passa na rede e isso quer dizer FALTA DE INTERESSE em participar dela.

Agradeço a atenção.

Rafael Rocha (criador da rede e administrador)

Mensagens de blog

Rafael Rocha

DUAS DATAS HISTÓRICAS NA MINHA VIDA DE ESCRITOR

Postado por Rafael Rocha em 29 janeiro 2012 às 11:15 0 Comentários

Neste ano de 2012, no dia 26 de janeiro, recebi Menção Honrosa, no prêmio Vânia Souto Carvalho da Academia Pernambucana de Letras (APL) pelo meu livro OLHOS ABERTOS PARA A MORTE, referente ao concurso literário do ano de 2011. No ano de 1989, também no dia 26 de janeiro, fui agraciado com o primeiro lugar na APL, prêmio Leda Carvalho, pelo meu livro O ESPELHO DA ALMA JANELA E OUTROS CONTOS, referente ao concurso literário do ano de 1988. O tempo passa. A história fica.

Rafael Rocha

SOBRE O PREMIO RECEBIDO DA ACADEMIA PERNAMBUCANA DE LETRAS

Postado por Rafael Rocha em 27 janeiro 2012 às 3:00 1 Comentar

Escrevi “Olhos Abertos Para a Morte” quase sem intenção alguma. Talvez porque tenha sentido dentro em mim a necessidade de colocar em pauta causa e efeito, efeito e causa. Quem constrói um ser? Esta deve ser a pergunta principal quando o leitor terminar de ler o livro. Claro que eu possuía convergências variadas e pessoas variadas para dar vazão ao pensar quando escrevi este pequeno romance. Principalmente na ligação com o ser chamado capitão Fernando Clemens. Um ser que muitos irão julgar diferente e perigoso e maléfico, esquecendo que ele era simplesmente um ser humano sofrendo a construção da vida no corpo e no espírito, dentro e através. As culpas de ser no mundo de qualquer pessoa, na realidade, estão ligadas à vertiginosa construção da vida e essa construção às vezes nem vem da própria pessoa, mas daqueles que a coordenam desde a infância, pais, colegas de escolas, professores, amigos. O capitão Clemens é apenas um retrato. Todos nós somos retratos de quem nos fizeram seguir um determinado rumo. Criamos um caráter? Criamos uma consciência? Criamos uma personalidade? Ou será que tudo isso nos foi embutido durante nosso crescimento como gente? Pensemos!

Veja o vídeo: http://g1.globo.com/videos/pernambuco/bom-dia-pe/t/edicoes/v/fatima-quintas-e-a-nova-presidente-da-apl/1786489/…

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Celso lungaretti

Dilma qualifica a ação da PM em Pinheirinho de "barbárie"

Postado por Celso lungaretti em 27 janeiro 2012 às 12:00 0 Comentários

A presidente Dilma Rousseff, no Fórum Social 2012, somou sua voz à indignação nacional contra a truculência mais uma vez desencadeada pela Polícia Militar paulista contra os excluídos.

O que aconteceu em Pinheirinho foi "barbárie", disse ela.

Foi barbárie, dizemos todos os que penamos 21 anos sob uma brutal ditadura e não assistiremos passivamente às sorrateiras tentativas de restabelecerem o primado da repressão como resposta aos problemas sociais --mais um passo de uma caminhada que poderá conduzir a novo estupro da nossa liberdade, se não esmagarmos o ovo da serpente enquanto é tempo.

Dilma está certa quanto aos limites da atuação do governo federal no caso. Mas, o PT não tem tal inibição e precisa colocar a militância protestando na rua, até para honrar os seus princípios, sua história e sua mística: É UM PARTIDO QUE NÃO TEM O DIREITO DE OMITIR-SE DIANTE DA BARBÁRIE! 

Eis o relato do enviado da Folha de S. Paulo a Porto Alegre, Felipe Bächtold:

"Em…

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Rafael Rocha

EDITORIAIS DA REDE (6)

Postado por Rafael Rocha em 7 dezembro 2011 às 1:00 0 Comentários

O FIM DO MUNDO ESTÁ EM NOSSAS PORTAS

Rafael Rocha - Jornalista

Camaradas:

Sim, o título é mesmo este! O fim está mais perto do que imaginamos! Mas entendamos: o fim do mundo como nós o conhecemos. O velho está em trâmite de desaparecimento. Uma nova humanidade está surgindo. Tal como disse Nostradamus, a certeza do fim do mundo está a cada dia que passa mais concreta. Estamos a entrar neste ano de 2012 em um novo espaço. De tempo e de mundo. A luta é para tirar dos governos o direito que eles dizem exercer sobre nós. Os governos devem ser apenas nossos escravos, e não o contrário. Apenas por causa do poder que englobam em suas mãos eles (os governos) pretendem ser mestres da humanidade. Isso vai deixar de ser.

A luta que se está a se espalhar pelo mundo inteiro e pelas mãos de homens e mulheres do mundo, camaradas, é que a certeza de uma nova humanidade chegou. O velho e arcaico mundo desaparecerá para dar lugar a uma humanidade que não seja dividida em nações. A uma humanidade onde a religião não precise ser organizada. Novos valores, camaradas. Sim, porque religião é apenas um caso de amor com a existência do homem. Não temos necessidade de cristianismo, de hinduísmo, de budismo, de islamismo.

A humanidade começa a se preparar para a decisão final. Ela tem de se transformar de forma total, camaradas. As mudanças estão a caminho. Tudo que é velho ou o que vem do arbítrio deverá ser sepultado. Assim, só devemos olhar para trás com o sentido de sabermos o aprendizado. Hoje temos de olhar sempre para frente. O cemitério dos deuses mortos não é lugar para ser visitado. Tumba e cemitério são e sempre foram somente um lugar de ida. Vamos para lá e nunca mais voltamos.

Camaradas, o futuro da raça humana é que deve ser o pivô e o tema maior de nossas preocupações. Nossos próximos desafios…

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Rafael Rocha

A ISLÂNDIA NA CAUSA HUMANISTA

Postado por Rafael Rocha em 21 janeiro 2012 às 4:00 0 Comentários

A mídia que nós conhecemos não divulga esta noticia. Por que não divulga? Porque na Islândia - o país com melhor qualidade de vida do mundo - não existe maçonaria para controlar a justiça e a informação. Leiam:

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A Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros. O país conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Puniu os responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita pelo povo e para o povo. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida.

É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa pelo temor de que muitos a percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação, o que começou sendo crise se converteu em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos ao redor do planeta observaram com atenção e estabeleceram como um modelo realista a seguir.

Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores notícias dos tempos atuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que…

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Celso lungaretti

Masmorras e fogueiras para os hereges do Megaupload!

Postado por Celso lungaretti em 20 janeiro 2012 às 10:00 0 Comentários

O FBI tirou o Megaupload do ar, prendeu e indiciou funcionários, pretende queimar todos os arquivos.

Faz tempo que eu vi esse filme: é de 1966 e se chama Fahreinheit 451.

E houve outros mais antigos, com uns tais Adolf Hitler e Tomás  de Torquemada como protagonistas.

Têm motivos de sobra para inquietarem-se os paladinos da propriedade: quem compartilha arte e cultura, acaba percebendo que todas as criações dos seres humanos poderiam ser igualmente compartilhadas.

Queima de livros durante o nazismo.

A História se…

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Celso lungaretti

Alerta vermelho: radicalização e terrorismo na USP

Postado por Celso lungaretti em 16 janeiro 2012 às 23:30 0 Comentários

Já não é mais uma escalada autoritária o que se vê na Universidade de São Paulo: agora se trata de um processo de fascistização plenamente configurado, cada vez mais agressivo e de consequências imprevisíveis.

As ocupações militares da USP e da cracolândia são as duas faces da mesma moeda: a tentativa de reabilitarem o recurso abusivo à força como solução para tudo e dissuasivo a ser empregado contra todos.

Não foi por acaso que um herdeiro espiritual da ditadura militar completou a chapa de José Serra na última eleição presidencial. Nem é por acaso que a identidade política do novo governo de Geraldo Alckmin esteja sendo dada... pela Polícia Militar!

Como nos antecedentes da última quartelada, a oposição começa a rondar as portas de quartéis. Três derrotas acachapantes e a possibilidade de uma quarta em 2014 estão enlouquecendo os tucanos, que cada vez mais se transformam em corvos.

Se não reagirmos de imediato e com máxima firmeza, as consequências, adiante, serão as mais nefastas. O ovo da serpente já eclodiu, mas ainda estamos em tempo de esmagar o réptil.…

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Érica Carvalho

DEGRADAÇÃO X INVOLUÇÃO

Postado por Érica Carvalho em 16 janeiro 2012 às 20:00 0 Comentários

“Somos as escolhas que fazemos”. Desde adolescente, sempre ouvi essa frase e procurei incorporar em mim o seu verdadeiro sentido, buscando corresponder à altura o que deveras ela me passava. E foi assim que escolhi uma profissão, minha especialização, meu mestrado e também meu doutorado, e, sem querer usar o lugar comum, fui mais longe do que a minha vã filosofia pudesse imaginar. Não estou querendo induzir o leitor a um saudosismo barato, apesar de saudosa estar daqueles tempos em que a natureza nos oferecia tudo de graça, podíamos respirar sem a preocupação de sermos infectados por uma bactéria mortal e em que os poetas podiam cantarolar à terra amada “minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá”, grande Gonçalves Dias, “velhos tempos que não voltam mais”. Tenho saudades sim.

Mas a frase que me guiou durante minha vida inteira não foi a mesma que guiou a maior parte da população, “somos as escolhas que fazemos”, nada mais certo, e escolhemos o estado em que vivemos hoje, tudo indicava a catástrofe, tudo levava ao caos, mas insistimos, escolhemos.

1997, Japão, líderes mundiais se reúnem para decidir o futuro do mundo, é muita soberba, o homem coloca-se no direito de decidir se continua ou não a destruir o seu habitat, como se tivesse sido ele a construí-lo, meros mortais que não perceberam a tempo o quão insignificantes eram. Pensavam sempre em construir, e não se davam conta que destruíam o tempo inteiro. O homem não percebia que era ele que estava de passagem por aqui e não a natureza. O homem não percebia que ela, a nossa mãe, poderia se refazer sempre; ele, não. Esse encontro que decidiria muitas coisas sobre o nosso futuro, sobre o mundo deixado para vocês, foi uma tentativa, embora insignificante, de mudar o rumo da…

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Rafael Rocha

VIAJANDO POR TEMAS CULTURAIS E HUMANISTAS - 8

Postado por Rafael Rocha em 16 janeiro 2012 às 12:30 0 Comentários

Rubem Braga – É considerado por muitos o maior cronista brasileiro desde Machado de Assis, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, ES, a 12 de janeiro de 1913 e faleceu na noite de segunda-feira, 17 de dezembro de 1990. Seu primeiro livro, "O Conde e o Passarinho", foi publicado em 1936, quando o autor tinha 22 anos, pela Editora José Olympio. Segundo o crítico Afrânio Coutinho, a marca registrada dos textos de Rubem Braga é a "crônica poética, na qual alia um estilo próprio a um intenso lirismo, provocado pelos acontecimentos cotidianos, pelas paisagens, pelos estados de alma, pelas pessoas, pela natureza". Como jornalista, Braga exerceu as funções de repórter, redator, editorialista e cronista em jornais e revistas do Rio, de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e no Recife. Foi correspondente de "O Globo" em Paris, em 1947, e do "Correio da Manhã" em 1950. Amigo de Café Filho (vice-presidente e depois presidente do Brasil) foi nomeado Chefe do Escritório Comercial do Brasil em Santiago, no Chile, em 1953. Em 1961, com os amigos Jânio Quadros na Presidência e Affonso Arinos no Itamaraty, tornou-se Embaixador do Brasil no Marrocos. Mas Braga nunca se afastou do jornalismo. Fez reportagens sobre assuntos culturais, econômicos e políticos na Argentina, nos Estados Unidos, em Cuba, e em outros países. UM BRAÇO DE…

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Rafael Rocha

POLTRONA DE CINEMA - OS IRMÃOS KARAMAZOV

Postado por Rafael Rocha em 16 janeiro 2012 às 11:00 0 Comentários


Da obra clássica de Fiódor Dostoievski. O ano é 1870, e a história ocorre numa pequena cidade da Rússia czarista de nome Ryevsk, Fyodor Karamazov (Lee J. Cobb) é um viúvo mulherengo, que por motivos vários entra em choque com seus filhos: Ivan (Richard Basehart), um escritor; Alexi (William Shatner), um padre; e Dmitri (Yul Brynner), um militar. Dmitri alega que Fyodor roubou a herança deixada pela mãe dele. Há também Smerdjakov (Albert Salmi), seu filho bastardo, um epiléptico que Fyodor trata como se fosse um serviçal. Dmitri está noivo de Katya (Claire Bloom), que recebeu uma grande herança e o ama. Dmitri, por sua vez, se sente muito atraído por Grushenka (Maria Schell), a amante de Fyodor. Neste turbulento contexto Ivan passa a amar Katya.

VIAJANDO POR TEMAS CULTURAIS E HUMANISTAS - 9

Camaradas:

Neste espaço vocês terão oportunidade de ler textos especiais. Os textos serão apresentados semanalmente. Bom proveito.

Lya Luft nasceu no dia 15 de setembro de 1938, em Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul. Por se tratar de cidade de colonização alemã, as crianças, em quase sua totalidade, falavam alemão, e os livros utilizados nas escolas vinham da Alemanha. Com onze anos, Lya decorava poemas de Goethe e Schiller. Iniciou sua vida literária nos anos 60, como tradutora de literaturas em alemão e inglês. Lya Luft já traduziu para o português mais de cem livros. Entre outros, destacam-se traduções de Virginia Wolf, Reiner Maria Rilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann. Ela diz que traduzir é sua verdadeira profissão. E que faz tradução para ganhar dinheiro. Em 1972 lançou "Flauta Doce". Em 1978 lança seu primeiro livro de contos, "Matéria do Cotidiano". A ficção entrou em sua vida dois anos depois de um acidente automobilístico quase fatal em 1979. Como teve uma visão mais próxima da morte, diz a autora que começou a fazer tudo que evitava. Primeiro foram crônicas, com o lançamento de "As Parceiras", em 1980, e "A Asa Esquerda do Anjo", em 1981. Em 1982 publica "Reunião de Família", e em 1984 outros dois livros: "O Quarto Fechado" e "Mulher no Palco". "O Quarto Fechado" foi lançado nos E.U.A. sob o título "The Island of the Dead". Em 1987 lança "Exílio"; em 1989 o livro de poemas "O Lado Fatal" e, em 1996, o premiado "O Rio do Meio" (ensaios), considerado a melhor obra de ficção do ano. Em 1997 lançou o livro "Secreta Mirada" e em 1999 o livro "O Ponto Cego".

A MENTIROSA LIBERDADE

"Liberdade não vem de correr atrás de 'deveres' impostos de fora, mas de construir a nossa existência".

Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.

Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do "ter de". Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.

Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?

Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda agüenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?

Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de "deveres" impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.

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    SOBRE O PREMIO RECEBIDO DA ACADEMIA PERNAMBUCANA DE LETRAS

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    Marisa Soveral deixou um comentário para Rafael Rocha
    Caro amigo Rafael, Agradeço as suas palavras. Sempre me sinto incentivada a colaborar no C&H, dentro das possibilidades que tenho, às vezes com mais frequência outras vezes com menos! Um grande abraço e a minha…
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    antonio carlos gomes curtiram a discussão "SITUAÇÕES INSÓLITAS" de Marisa Soveral quinta-feira
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    antonio carlos gomes respondeu à discussão 'ROBERTO JUARROZ' de Marisa Soveral no grupo REFÚGIO POÉTICO
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    CONSIDERAÇÕES SOBRE A MORTE VIOLENTA NA SOCIEDADE

    CONSIDERAÇÕES SOBRE A MORTE VIOLENTA NA SOCIEDADE.Escrevi estes dias sobre o suicídio, em linhas gerais. Não dei atenção à reação da sociedade, como pessoa, para o evento. Buscava o aclaramento de meu pensar sobre o assunto, quando me deparei da agressão do Estado contra o assentamento de Pinheirinho. Achei preocupante e lastimável como qualquer cidadão consciente, uma atitude de força própria de regimes totalitários. No meio aos pensamentos de revolta que me acometeu tal ato, reparei um…Ver mais...
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    VOZES HUMANISTAS

    MARXISMO E MEIO AMBIENTE
    Texto de José Carlos Ruy - Jornalista e Historiador

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    Karls Marx não foi um pensador da economia, da sociedade ou da política, como muitas vezes se supõe. Sua atividade científica foi um esforço para entender o ser humano, que ele pensrou de maneira integral e não só como um animal econômico, político ou social.

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    Seu ponto de partida foi o esforço para compreender o ser humano em sua completude e, desta forma, identificar os caminhos e as formas para interferir no curso da organização da vida e conquistar formas superiores de convivência capazes de superar as desigualdades e constituir um mundo onde, como Marx e Engels escreveram no MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA, o desenvolvimento de cada um seja a condição do desenvolvimento de todos. Ele rompeu com as formas idealistas e religiosas dominantes em seu tempo, que encaravam o ser humano como o auge da criação divina, distinto dos demais animais pelo dom da palavra e do pensamento, que partilhava com um deus de quem teria recebido a incumbência e o poder de dominar a natureza e os demais seres vivos. Marx promoveu uma rotação radical na compreensão desta espécie de animal que pensa: partiu de suas condições de vida, das formas como obtinha os bens necessários à sua sobrevivência, da maneira como produzia estes bens e dividia com os demais o resultado de um trabalho que era de todos – formas de produção e apropriação do resultado do trabalho de todos que geraram, através das diferentes formas históricas em que a vida humana se organizou, as diferenças de classe que ainda perduram.

    Marx partiu de uma ideia conhecida desde os filósofos gregos: o homem é um animal social, cuja sobrevivência exige a cooperação de todos os membros da comunidade. O pensamento anterior também havia fixado aquilo que a humanidade vivia desde o início de sua vida sedentária e organizada: os homens estavam divididos entre uma maioria a quem cabia o trabalho duro e uma minoria de dominantes que controlavam a produção e a posse dos produtos do trabalho dos demais, reservando-se por isso uma fatia privilegiada na divisão do produto social. Estavam divididos em classes, cuja expressão foi diferente nas distintas épocas históricas mas que sempre reservou privilégios para os que mandam e trabalho duro e condições de vida difíceis para os demais. A grande novidade introduzida por Marx foi articular estas diferentes esferas da vida em uma explicação única que junta, num movimento só, as condições da produção e distribuição dos bens necessários à vida com as relações de poder na sociedade e com as formas ideológicas (culturais, religiosas, jurídicas) formuladas para explicar e legitimar as relações de produção existentes e a forma de organização da sociedade e as diferenças que ela admite e perpetua.

    Marx trouxe a explicação do que é o ser humano dos céus para a terra, desdivinizando-a. e colocando no centro dessa explicação as relações sociais de produção e as formas de organização da vida. Formulou assim as ideias de formação econômico social, de modo de produção, com suas formas próprias de trabalho, de articulação entre os trabalhadores diretos e deles, de maneira conflitiva e contraditória, com as camadas dominantes da sociedade e, finalmente, do conjunto dos seres humanos e da sociedade com o meio natural. Num ambiente, no início do século 19, herdado das lutas da revolução francesa e da ambição dos pensadores do Iluminismo - que viam o progresso como ampliação da liberdade e crescente autonomia de cada um dos seres humanos perante os demais, inclusive os dominantes - Marx surgiu e se desenvolveu como pensador imbuído da expectativa de encontrar o caminho para a libertação da humanidade.

    A filosofia – isto é, os propósitos libertários da filosofia, particularmente dos pensadores do Iluminismo e dos clássicos alemães, entre Kant e Hegel – não pode se realizar na esfera abstrata do pensamento, pensava ele, mas quando se encontrar com o conjunto dos seres humanos. A teoria, escreveu num texto da juventude (CRÍTICA DA FILOSOFIA DO DIREITO DE HEGEL, Introdução - 1844), se torna uma força material a se apoderar das massas. Esta perspectiva materialista, que Marx fixou em A IDEOLOGIA ALEMÃ, que escreveu em parceria com Engels em 1845, foi um ponto de virada gigantesco: a vida social tem suas leis próprias, não rígidas e deterministas como as leis da física porque são condicionadas pela prática humana, e também não sobrenaturais ou metafísicas pois decorrem justamente desta atividade prática.

    Estas leis evoluem com o tempo, de acordo com a maneira como os seres humanos resolvem as contradições que surgem no próprio processo produtivo e se estendem pela sociedade (a luta de classes) condicionando a maneira como a produção material é organizada, como o poder político é exercido, como a distribuição dos bens ocorre, como o pensamento formula as maneiras de legitimação daquelas relações. Isto é, o avanço da humanidade não ocorre a partir dos planos da cultura, das ideias, do pensamento, da religião, da ciência, da ética ou da moral, mas no plano material da produção dos bens necessários à vida, que condiciona o desenvolvimento aquelas esferas e, é preciso reconhecer, como o próprio Marx ensina, é condicionado por elas.

    Daí o cuidado revelado por Marx em compreender a maneira como esta produção se dá: uma das condições para a libertação de todos os seres humanos é a superação da sociedade de escassez que tem caracterizado a existência humana. Mais do que do pensamento, a libertação de todos os seres humanos para que possam desenvolver livremente suas múltiplas potencialidades depende assim do aumento da produtividade, da existência de uma produção material (de alimentos, abrigos e demais meios de existência, assim como de serviços de saúde, educação, cultura, etc) capaz de atender ao conjunto da humanidade.

    MARX PRODUTIVISTA? - Há uma recorrente crítica ao pensamento de Marx segundo a qual, para ele, a preocupação com a defesa do meio ambiente fica subordinada às exigências da produção. E também que seu pensamento reproduz velhas noções de domínio do homem sobre a natureza. É preciso tratar a questão um pouco mais de perto para avaliar a procedência de críticas como estas e esclarecer a relação que existe, no pensamento marxista, entre os seres humanos e a natureza. É fundamental para Marx a compreensão de que os seres humanos fazem parte da natureza, que ele caracterizou como seu corpo inorgânico, havendo um metabolismo entre homem e natureza. Daí sua crítica às agressões ambientais, principalmente daquelas decorrentes do modo capitalista de produção

    A relação entre seres humanos e a natureza ocorre através da atividade prática, do processo de trabalho, necessário para a obtenção e elaboração de todos os bens necessários à manutenção da vida. O trabalho é, assim, o elo fundamental no metabolismo homem/natureza. E ele se exerce com o uso de ferramentas, desde as mais simples, até as mais sofisticadas – desde a pedra lascada, usada nos primórdios da humanidade, até as mais complexas máquinas deste início do terceiro milênio. São as ferramentas e os meios de trabalho (entre eles os insumos, na agricultura e na criação de animais) que fazem, no processo de produção – isto é, na atividade de obtenção dos meios de vida – a mediação entre os seres humanos e a natureza.

    As ferramentas vão desde pás, flechas ou martelos, até caminhões, navios e aviões; de uma lamparina rústica às gigantescas usinas que produzem eletricidade; dos métodos para contar usando as juntas do corpo aos computadores. Elas são instrumentos de mediação entre o homem e a natureza, capazes de aumentar sua capacidade produtiva, de ampliar a potência da força de trabalho humana, tornando o intercâmbio com a natureza mais produtivo e criando mediações cada vez mais sutis e que muitas vezes podem passar desapercebidas, levando à noção de que os seres humanos estariam em oposição ou confronto com a natureza.

    Esta noção de confronto ou oposição entre o homem e a natureza é completamente estranha ao pensamento marxista. Para Marx, há um “metabolismo social” que envolve todos os seres humanos e a natureza. Mesmo o urbanóide mais refinado, morador de uma das modernas megalópolis do planeta, só pode viver e sobreviver porque participa deste metabolismo social: depende dele desde coisas muito simples, como alimentar-se, morar, desfazer-se de seus dejetos, até mais complexas como usar um computador (petróleo e energia elétrica) ou falar ao celular (ondas do espectro eletromagnético). Há milênios, quando vivia em contado mais direto com a natureza, os seres humanos eram obrigados a caçar, coletar e produzir diretamente seus alimentos, abrigos e outros meios de vida, e praticamente não havia mediação entre eles e os produtos que extraia do meio ambiente para seu próprio consumo e de sua coletividade.

    Hoje, a mediação é quase infinita e “invisível”: o pão consumido, por exemplo, esconde a cadeia produtiva que envolve desde o trabalhador que cultivou a terra, aquele que semeou, o outro que colheu, o moageiro que reduziu o grão a farinha, o trabalhador que empacotou a farinha, o outro que a transportou até a indústria panificadora, o padeiro que produziu o pão, o motorista do caminhão que o levou ao supermercado, o empacotador do supermercado, a operadora do caixa que recebeu o pagamento pelo pão. Isto deixando de lado outras tarefas indiretamente ligadas à produção do simples pão cotidiano: o preparo da semente do trigo que foi plantado, os trabalhadores envolvidos com o transporte e a comercialização destes insumos, os outros envolvidos com a pesquisa e o conhecimento técnico em todas as fases da cadeia produtiva, os empregados administrativos que controlam a produção, seu estoque e comercialização, os especialistas envolvidos nos mecanismos financeiros presentes em todas estas etapas, etc, etc, etc. Uma mesma descrição, tediosa como esta, poderia ser feita em relação à produção da energia elétrica, aos meios de comunicação envolvidos com a internet e com o uso de telefones celulares, etc. E assim por diante, envolvendo todos os bens, tangíveis ou não, necessários à vida e que resultam de processos produtivos que envolvem múltiplas tarefas e sempre o intercâmbio com a natureza.

    Isto é, a mediação entre cada ser humano e os objetos de consumo necessários à sua sobrevivência, hoje, é concretizada por uma miríade de formas de conhecimento e habilidades concretas cristalizadas na ação concreta de cada um destes trabalhadores formando, por assim dizer, uma longa cadeia de atividades que, no nosso exemplo, são necessárias para colocar o pão na mesa de nosso urbanóide ultramoderno e, supostamente, em confronto com a natureza. Esta é uma descrição sumária e pouco desenvolvida do processo por meio do qual os seres humanos interagem entre si e com o meio ambiente, através do qual, transformam a natureza e, ao fazê-lo, transformam-se a si próprios.

    Veja mais em: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=168626&id_secao=11

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