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Mitologia Grega

mitologia grega ganhou destaque sobre as de vários outros povos pela própria influência que a civilização e o pensamento grego exerceram sobre o mundo, em particular sobre o Ocidente

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Última atividade: 13 Jul, 2012

A MAIS GENIAL CONCEPÇÃO HUMANA DOS DEUSES FANTÁSTICOS

A Mitologia Grega é uma das mais geniais concepções que a humanidade produziu. Os gregos, com sua fantasia, povoaram o céu e a terra, os mares e o mundo subterrâneo de Divindades Principais e Secundárias. Amantes da ordem, instauraram uma precisa categoria intermediária para os Semideuses e Heróis. A mitologia grega apresenta-se como uma transposição da vida em zonas ideais. Superando o tempo, ela ainda se conserva com toda a sua serenidade, equilíbrio e alegria. A religião grega teve uma influência tão duradoura, ampla e incisiva, que vigorou da pré-história ao século IV e muitos dos seus elementos sobreviveram nos Cultos Cristãos e nas tradições locais. Complexo de crenças e práticas que constituíram as relações dos gregos antigos com seus deuses, a religião grega influenciou todo o Mediterrâneo e áreas adjacentes durante mais de um milênio. Os gregos antigos adotavam o Politeísmo Antropomórfico, ou seja, vários deuses, todos com formas e atributos humanos.

As religiões da Grécia Antiga desapareceram. As chamadas divindades do Olimpo não têm mais ninguém que as cultue. Já não pertencem à teologia alguma. Vão persistir e viver sim, pois estão vinculadas às notáveis produções poéticas e artísticas, antigas, modernas e contemporâneas. Dificilmente, esqueceremos os deuses gregos, como também dificilmente esqueceremos o povo grego de quem os romanos e as demais nações receberam a filosofia, a ciência e a religião.

Os gregos acreditavam que a Terra fosse chata e redonda, e que seu país ocupava o centro, tendo como ponto base o Monte Olimpo, residência dos deuses. A Terra era dividida em duas partes iguais pelo Mar, como os gregos chamavam o Mediterrâneo e sua continuação, o Ponto Euxino, únicos mares e oceanos que conheciam.

Para eles, em torno da Terra corria o Rio Oceano, cujo curso seria do sul para o norte na parte ocidental da Terra e em direção contrária do lado oriental. Seu curso firme e constante não era perturbado pelas mais violentas tempestades. Era dele que o Mar e todos os rios da Terra recebiam suas águas.

A parte setentrional da Terra era supostamente habitada por uma raça feliz, chamada hiperbóreos, que desfrutava uma primavera eterna e uma felicidade perene, por trás das gigantescas montanhas, cujas cavernas lançavam as cortantes lufadas do vento norte, que faziam tremer de frio os habitantes da Hélade (Grécia). Aquele país era inacessível por terra e por mar. Sua gente vivia livre da velhice, do trabalho e da guerra.

Na parte meridional da Terra, junto ao curso do rio Oceano, morava um povo tão feliz e virtuoso como os hiperbóreos, chamado etíope. Os deuses o favoreciam a tal ponto que se dispunham, às vezes, a deixar os cimos do Olimpo para compartilhar seus sacrifícios e banquetes. Na parte ocidental da Terra, banhada pelo rio Oceano, ficava um lugar abençoado, os Campos Elíseos, para onde os mortais favorecidos pelos deuses eram levados, sem provar a morte, a fim de gozar a imortalidade da bem-aventurança.

A morada dos deuses era o cume do Monte Olimpo, na Tessália. Uma porta de nuvem da qual tomavam conta as deusas chamadas Estações, abria-se a fim de permitir a passagem dos imortais para a Terra e para dar-lhes entrada, em seu regresso. Os deuses tinham moradas distintas; todos, porém, quando convocados, compareciam ao palácio de Zeus, do mesmo modo que faziam as divindades cuja morada habitual ficava na Terra, nas águas, ou embaixo do mundo. No grande salão do palácio do rei do Olimpo os deuses se regalavam, diariamente, com ambrósia e néctar, seu alimento e bebida, sendo o néctar servido pela linda deusa Hebe. Apolo, deus da música, deliciava os demais com os sons de sua lira e as musas cantavam.

Os gregos não acreditavam que o universo tivesse sido criado pelos deuses. Ao contrário, eles acreditavam que o universo criara os deuses. Antes de mais nada, existiam o Céu e a Terra, que geraram os Titãs, também chamados de deuses antigos. O mais importante deles foi Cronos (ou Saturno, para os romanos), que reinou sobre todos os outros. No entanto, o Destino – uma entidade à qual os próprios deuses estavam submetidos – determinara que Cronos seria destronado por um de seus filhos. Por isso, mal eles saíam do ventre materno, Cronos os devorava. Réia, sua mulher, resolveu salvar seu último filho, escondendo-o do marido. Este filho, Zeus, cumpriu a profecia, destronou Cronos e retirou de seu estômago todos os irmãos que haviam sido devorados. Com eles, Zeus passou a reinar sobre o mundo, de seu palácio no topo do Monte Olimpo.
ZEUS

A maior e mais poderosa das doze divindades gregas do Olimpo, o Júpiter dos romanos, e a única cuja origem indo-européia pode ser demonstrada claramente. De acordo com Hesíodo, era o filho mais novo dos Titãs Cronos e de Réia, os romanos Saturno e Cibele, que detinham o controle do mundo, e portanto, também irmão de Héstia, Deméter, Hera, Hades e Poseidon.

Cronos derrotou seu próprio pai, Urano, e tomou para si o poder, tornando-se senhor dos antigos deuses. Mas ouviu de Gaia e de seu próprio pai, que ele estava destinado à também ser derrotado e condenado por um de seus próprios filhos. Na tentativa de salvar-se do destino, o titã engolia todos os seus filhos à medida em que nasciam, deixando Réia desolada. Porém, estando Réia grávida novamente, e temendo pelo futuro do filho, implorou ao seus pais, Gaia e Urano (a Terra e o Céu), para que divisassem um meio de ter seu filho em segurança e criá-lo escondido do pai, até que um dia ele o fizesse pagar pelos filhos que havia engolido.

Os dois deuses orientaram-na a se dirigir à Lyktos, em Creta, onde ela deu à luz a seu filho mais jovem e deu-lhe o nome de Zeus. Lá ela escondeu o bebê em uma caverna de difícil acesso, encravada nas montanhas da Egéia, em meio a densas florestas, para ser criado por ninfas. Ela então envolveu uma pedra com roupas de bebê e a entregou a Cronos, que a engoliu sem descobrir o logro. Quando o filho cresceu, conseguiu libertar os ciclopes, seus tios, que se juntaram a ele com as oceânidas Métis, deusa da prudência, e Estige e seus filhos e Prometeu, filho de Jápeto, este um dos filhos de Gaia e Urano.

Cronos foi derrotado depois de uma guerra de dez anos que ficaria conhecida como titanomaquia. Destronado pela força de seu filho e ludibriado por um estratagema de Métis, foi obrigado a vomitar todos os outros irmãos engolidos. O primeiro a ser lançado para fora foi a pedra com que Réia enganara o marido, a última a ser engolida. Depois vieram Deméter, Hera, Hades, Héstiae Poseidon. Cronos foi expulso do Olimpo e banido com seus titãs aliados para o Tártaro, lugar de tormento eterno. E assim como o pai simbolizava o tempo, ao derrotá-lo, seu filho tornou os deuses imortais. Ele tomou posse do trono do pai e partilhou com seus dois irmãos o império do universo.

Posêidon,o Netuno dos romanos, herdou o reino dos mares e Hades, o Plutão, tornou-se o deus das profundezas, dos subterrâneos e das riquezas. Ele ficou com o céu, a terra e o domínio e cuidado das deusas irmãs, Héstia, Deméter, Hera. Então colocou no solo sagrado de Pytho, o local do oráculo de Delfos, para servir de monumento e maravilha para os homens mortais. Ainda libertou os irmãos de seu pai do exílio, ou seja, os filhos de Urano que haviam sido aprisionados por este, e eles retribuíram dando-lhe além de graças, o trovão, o relâmpago e o raio, que a Terra havia deixado escondidos até então.

Como rei dos deuses, governava o mundo e as outras divindades. Era mais poderoso que todos os outros deuses juntos. Exigia que todos obedecessem a suas leis e punia imediatamente todos aqueles que as violavam. Podia provocar tempestades e disparar seus trovões para punir os homens. Era também acompanhado por uma águia que carregava seus trovões.

AS MUSAS eram também filhas de Zeus e deusas da música, das artes e da memória. Eram nove e cada uma delas representava um aspecto da literatura, da arte ou da ciência. Calíope era a musa da eloqüência e da poesia épica, Clio, da história, Euterpe, da poesia lírica, Melpômene, da tragédia, Terpsícore, da dança em grupo e do canto coral, Érato, da elegia, a quem se atribuía a invenção da flauta e de outros instrumentos de sopro, Polímnia, da poesia sagrada, Urânia, da astronomia, ciências exatas e geometria, e Tália, da comédia ou idílio.

Como divindade suprema do Olimpo, chamado "pai dos deuses e dos homens", Zeus simbolizava a ordem racional da Civilização Helênica. A esposa de Zeus foi sua irmã Hera, mas ele teve numerosos amores com deusas e mulheres mortais, que lhe deram vasta descendência. Entre as imortais, contam-se Métis, que Zeus engoliu quando grávida para depois extrair Atena da própria cabeça; Leto, que gerou Apolo e Ártemis; Sêmele, mãe de Dioniso; e sua irmã Deméter, que deu à luz Perséfone. Com Hera concebeu Hefesto, Hebe e Ares. O deus assumia com freqüência formas zoomórficas - cisne, touro - ou de nuvem ou chuva, em suas uniões com mortais, que deram origem a uma estirpe ímpar de heróis, como os Dióscuros (Castor e Pólux), Héracles (Hércules) e outros que ocupam lugar central nos ciclos lendários.

Os templos e estátuas em honra a Zeus dominavam todas as grandes cidades, embora seu culto fosse menos popular do que o das respectivas divindades locais. Era representado comumente como homem forte e barbado, de aspecto majestoso, e com essa imagem foi adotado pelos Romanos, que o identificaram com Júpiter.

HARES ou Graças, eram filhas de Zeus e deusas da felicidade, do amor e da celebração. Presidiam os banquetes, as danças e a todos os eventos sociais. Elas eram três: Efrosine, Aglaia e Tália.

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AFRODITE

Deusa da beleza e da paixão sexual. Seu culto é originário de Chipre e estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. De acordo com o mito mais aceito, ela nasceu quando Uranus (o Deus pai dos Titãs) foi castrado por seu filho Chronos. Chronos atirou os genitais cortados de Uranus no oceano, que começou a ferver e espumar. Do aphros ("espuma do mar"), se ergueu Afrodite e o mar a carregou para Chipre. Por isso um de seus epítetos é Kypris. Assim, Afrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros Deuses Olímpicos.

Deusa que a todos seduz, humanos ou mortais; deusa que ama a alegria, que ri docemente ou em tom de zombaria de todos que se deixam conquistar por seus artifícios; a deusa irresistível, que priva até os mais sábios de toda sua perspicácia. Por vezes, costuma ser mostrada como traiçoeira e má, exercendo sobre os homens um poder destrutivo e mortal. Zeus exige que Afrodite case e arruma um marido, Hefesto, deus-ferreiro, o mais feio dos imortais.

Afrodite pode ser considerada a deusa dos infiéis: teve vários casos. Com Ares, o deus da guerra, teve Harmonia e Eros. Com Dionísio, teve: Hermes, Hermafrodito e Príapo. Até os mortais não escaparam, com Anquises, teve: Enéias, e Adônis, um belo semi-deus. Foi uma das causadoras da Guerra de Tróia. Cada uma das três deusas ofereceu algo em troca para conseguir a vitória no concurso de beleza. Afrodite oferece à Páris a mulher humana mais linda do mundo. Páris declarou Afrodite como a mais bela e escolheu como prêmio Helena, a esposa do rei grego Menelau. O rapto de Helena por Páris foi a causa da Guerra de Tróia.

Afrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hefestos. Amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, o mais famoso foi Adônis. Alguns de seus filhos são Hermaphroditus (com Hermes), Eros (com Zeus), Anteros, Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Hymenaios e Priapus (com Dionysus) e Enéas (com o mortal Anchises). Os diversos filhos de Afrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humanas.

Suas festas chamadas de Afrodisíacas eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas eram prostitutas sagradas, que representavam a Deusa, e o sexo com elas era considerado um meio de adoração e contato com a Deusa. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho, o pombo, o cisne, a romã e a limeira. Entre seus protegidos contam-se os marinheiros e artesãos. Em Atenas, um dos epítetos da deusa era (Hetaíra), hetera "companheira, amantes, cortesã, concubina", abstração feita de qualquer conotação de prostituta. Tal epíteto certamente se deve a um outro de Afrodite, a Pandêmia.

Afrodite é o símbolo das forças irrefreáveis da fecundidade, não propriamente em seus frutos, mas em função do desejo ardente que essas mesmas forças irresistíveis ateiam nas entranhas de todas as criaturas. Eis aí o motivo por que a deusa é frequentemente representada entre animais ferozes, que a escoltam. O mito da deusa do amor poderia, assim, permanecer por um longo tempo ainda a imagem de uma perversão, a perversão da alegria de viver e das forças vitais, não mais porque o desejo de transmitir a vida estivesse alijado do ato de amor, mas porque o amor em si mesmo não seria humanizado. Permaneceria apenas como satisfação dos instintos, digno de animais ferozes que formavam o corteja da deusa. Ao término de tal evolução, no entanto, Afrodite poderia reaparecer como a deusa que sublima o amor selvagem, integrando-o numa vida realmente humana. Afrodite sempre vivia acompanhada por um séqüito de Graças, ou Cáritas, como eram também conhecidas, Aglae, Tália e Eufrosina.

Afrodite tem atributos comuns com as Deusas Freya (nórdica), Vênus (romana), Turan (etrusca), Ishtar (mesopotâmica) Inanna (suméria) e com a Ashtart (ou Astarte, ou Asterarte - sírio-palestina), na mitologia católica é N. S. das Graças.

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ÁRTEMIS

A mais popular das deusas do panteão grego, inicialmente ligada à floresta e à caça, depois associou-se também à luz da lua e à magia. Filha de Zeus e Letó e irmã gêmea de Apolo e conhecida pelos romanos como Diana. Sua mãe foi perseguida por Hera, a deusa rainha protetora do casamento e do parto, que não quis receber quando estava prestes a dar à luz, pois odiava e perseguia as amantes de Zeus e os filhos de tais relacionamentos.

Esperando gêmeos chegou a ilha de Delos e deu a luz no monte Cinto, primeiro ela, que revelou os seus dotes de deusa dos nascimentos auxiliando no parto do seu irmão gêmeo, Apolo. Seu pai, presenteou-a com arco e flechas de prata, além de uma lira do mesmo material e seu irmão Apolo ganhou os mesmos presentes, só que de ouro, obra de Hefesto, o deus do fogo e das forjas, também seu irmão por parte de pai, e também deu-lhe uma corte de Ninfas, e fê-la rainha dos bosques.

Sendo considerada a mais pura e casta das deusas, era particularmente amada pelas Ninfas e com elas dançava freqüentemente nas florestas como a luz prateada da lua. Representava para as mulheres o que Apolo representava para os homens. Sendo uma infatigável caçadora e, apesar do seu voto de castidade, apaixonou-se perdidamente pelo jovem Órion ou Orionte, filho de Posêidon, também era um grande caçador como ela.

Mas seu irmão gêmeo não gostava dele e muito lhe desagradava a afeição da irmã pelo jovem e, enciumado, decidiu impedir sua irmã de amá-lo. Ardilosamente, uma vez estavam os dois em uma praia quando seu irmão percebeu Órion mergulhado na água e somente com a cabeça de fora. Apolo mostrou-lhe aquele objeto escuro para a sua irmã, desafiou-a em acertá-lo. Vaidosa e sem saber que se tratava da cabeça de Órion, ela prontamente retesou o arco e acertou-a com sua flecha. As ondas trouxeram o corpo de Órion até a praia e ela, em sua dor, não querendo que o amado desaparecesse para sempre, colocou-o entre as estrelas do céu, onde ele aparece como um gigante com cinto e espada, vestindo pele de leão e segurando uma clava, acompanhado pelo seu cão, Sírius.

Ártemis era muito severa também com os mortais que ousavam desafiá-la. Certa vez, como de costume banhava-se nas águas das fontes cristalinas; quando foi surpreendida pelo caçador Acteon que ali se dirigiu para saciar a sede. Ao vê-lo transformou-o em um veado e tornou-o vítima da sua própria matilha que o estraçalhou.

Depois que Agamêmnon matou um cervo em um bosque consagrado à deusa, exigiu do grego o sacrifício de sua filha, Ifigênia, para que os ventos voltassem a soprar e permitissem a partida da frota grega para Tróia. Posteriormente, teve pena da jovem e não deixou que ela fosse sacrificada e levou-a consigo até seu santuário e ali Ifigênia tornou-se sacerdotisa. Foi freqüentemente confundida com Selene ou Hécate, também deusas lunares e é conhecida como Cíntia, devido ao seu local de nascimento, e foi ao longo dos tempos uma fonte inesgotável da inspiração dos artistas.

Ártemis ou Diana, em Roma, era o ideal e a personificação da vida selvagem da natureza, a vida das plantas, dos animais e do homens, em toda sua exuberante fertilidade e profusão. Em Roma também a chamaram Diviana, que significa a Deusa. Ela era de fato a Caçadora, deusa da lua e mãe de todos os animais.

Ela aparece em suas estátuas coroada com a lua crescente e carregando uma tocha acesa. A palavra equivalente em latim para ela era "vesta" e Diana era também conhecida como a deusa Vesta, em Roma. Assim, o feixe de lenha, no qual ela veio da Grécia era realmente uma tocha não acesa. No seu templo, um fogo perpétuo era conservado aceso. Sua festa anual na Itália era comemorada no dia 13 de agosto. Neste dia os cães de caça eram coroados e os animais selvagens não eram molestados. Bebia-se muito vinho e comia-se carne de cabrito, bolos servidos bem quentes e maçãs ainda pendentes dos ramos. A Igreja Católica santificou esta grande festa da Deusa virgem, transformando-a na festa católica da Assunção da Nossa Senhora, a 15 de agosto.


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ATENA

Uma das mais poderosas das divindades gregas do Olimpo. Deusa virginal da sabedoria, da inteligência, da paz e da guerra, protetora da vida política, das ciências e artes, e também da habilidade manual, identificada depois com a divindade italiana Minerva, protetora de Roma, dos artesãos, poetas, professores e médicos, a partir do terceiro século a.C.

Filha de Zeus com Métis, sua primeira esposa, saiu da cabeça de Zeus, já adulta e completamente armada para a guerra. Seu pai receoso depois advertido por sua avó Gaia de que Métis lhe daria um filho e que este o destronaria, assim como ele destronara Cronos e, este, Urano, utilizou-se de um ardil, convencendo sua esposa a se transformar em um animal diferente.

Métis, imprudente, transformou-se em uma mosca e ele aproveitou a oportunidade e a engoliu. Entretanto, Métis já estava grávida e a gestação passou para a cabeça de Zeus. Um dia Zeus sentiu uma forte dor de cabeça e Hefesto, o deus ferreiro e do fogo, abriu-a com um machado a pedido do próprio Zeus, de onde ela saiu já adulta, com elmo, armadura e escudo.

Ela tornou-se a favorita do pai e junto com ele dividia o poder das tempestades e dos relâmpagos e usava a Aegis, o escudo com a cabeça de Medusa. Tornou-se a deusa mais poderosa, ensinou aos homens praticamente todas as atividades, como caça, pesca, uso do arco e da flecha, costurar e dançar. Obteve várias vitórias sobre Ares, o deus da guerra e seu grande rival, e venceu Poseidon na competição para a posse da cidade de Atenas que ganhou o seu nome.

Ela era a deusa do trabalho, como também das artes domésticas e especialmente da arte de tecer. Uma mortal, uma jovem lídia chamada Aracne, havia desenvolvido uma grande capacidade de fiar, tecer e bordar. Qualquer pessoa que a via pensava que a deusa lhe havia ensinado essa arte. Mas Aracne negava isso, pois se considerava melhor que a própria deusa. Chegou até a desafiá-la para uma competição, dizendo que pagaria a penalidade se fosse vencida. Ao ouvir isso, e a deusa ficou descontente e tomando o aspecto de uma anciã, ela visitou Aracne e avisou-a que era melhor desafiar outras mulheres e pedir perdão a deusa por sua imprudência.

Como Aracne não se conformou, elas começaram a competição. Ela teceu a cena de sua competição com Poseidon, na presença dos doze deuses do Olimpo. Poseidon acabava de criar o cavalo e Atena a oliveira. Nos quatro cantos de sua peça havia cenas mostrando o que acontecera com mortais que haviam desafiado os deuses no passado. Mas a desafiante não desistiu do duelo e teceu cenas mostrando os erros e as falhas dos deuses. Seu trabalho era bem feito, mas, enquanto avançava, apareciam cada vez mais insultos contra os deuses. Irritada, a deusa bateu o tecido com sua lançadeira e cortou-o em pedaços.

Tocou Aracne na testa fazendo-a entender a extensão da ofensa que havia cometido, que de tão envergonhada acabou se enforcando. A deusa disse-lhe que podia continuar vivendo, mas para que ela aprendesse a lição, seus descendentes deveriam continuar pendurados. Assim, foi transformada em aranha, sempre fiando a linha pela qual permaneceria suspensa e, assim, até hoje o nome que designa a aranha em grego é aracne.

Também grafada como Palas Atená, freqüentemente é associada a um escudo de guerra, à coruja da sabedoria ou à oliveira. Segundo Homero, desempenhou um papel importante apoiando os gregos na Guerra de Tróia e teve participação no julgamento de Páris. Também teve importante participação no julgamento de Areópago, quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas e o absolveu dando o voto de desempate, o famoso voto de Minerva, seu nome romano.

Acredita-se que Atena era originalmente a deusa-serpente cretense, protetora do lar. Adotada pelos belicosos habitantes de Micenas, seu caráter tutelar completou-se com o de guerreira. Finalmente, transformou-se na deusa protetora de Atenas e outras cidades da Ática.

Como todos os deuses do Olimpo, Atena tinha um caráter dual: simbolizava a guerra justa e possuía uma disposição pacífica, representando a preponderância da razão e do espírito sobre o impulso irracional. Em Atena residia a alma da cidade e a garantia de sua proteção. Na tragédia “Eumênides”, Ésquilo deu expressão acabada à figura sábia e prudente de Atena, atribuindo-lhe a fundação do Areópago, conselho de Atenas.

O mito afirma que Atena inventou a roda do oleiro e o esquadro empregado por carpinteiros e pedreiros. As artes metalúrgicas e os trabalhos femininos estavam sob sua proteção; o culto a Atena se baseava no amor ao trabalho e à cidade. Seu principal templo, o Pártenon, ficava em Atenas, onde anualmente celebravam-se em sua honra as Panatenéias e davam-lhe o nome de Atena Partênia.

Foi representada por Fídias na célebre estátua do Pártenon, de que se conserva uma cópia romana do século II da era cristã. Os relevos desse templo apresentam sua imagem guerreira, com capacete, lança, escudo e couraça. Os romanos assimilaram-na à deusa Minerva (que, com Juno e Júpiter, compunha a tríade capitolina) e acentuaram ainda mais seu caráter espiritual, como símbolo da justiça, trabalho e inteligência.

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HERA

Divindade grega do Olimpo, equivalente a Juno, no panteão romano. Venerada como deusa protetora do casamento e senhora dos partos e rainha dos deuses Olímpicos, daí também ser conhecida como Olímpia.

Era filha mais velha de Cronos e Réia, era irmã e esposa de Zeus, presidia as três fases da vida da mulher: quando donzela, mulher fértil e senhora. Considerada a protetora das mulheres, estabeleceu-se a ligação com as fases da lua às quais o ciclo menstrual da mulher está associado, e em rituais de purificação as mulheres de Samos utilizavam galhos de lygos para estimular o fluxo menstrual na lua nova - manifestação com a qual era venerada nestas ocasiões.

Orgulhosa e obstinada, sempre quis ser mais bonita que Afrodite, sua maior inimiga. Também era ciumenta e agressiva, odiava e perseguia as amantes de Zeus e os filhos de tais relacionamentos, como por exemplo, tentou matar Hércules quando este era apenas um bebê. Conta uma lenda que Hércules destruiu seus sete templos e, antes de terminar sua vida mortal, aprisionou-a em um jarro de barro que entregou a Zeus e, então, foi aceito como deus do Olimpo.

O único filho de Zeus que ela não odiava, antes gostava, era Hermes e sua mãe Maia, porque ficou surpresa com a sua inteligência. Em certa ocasião, para mantê-la calma, Zeus amarrou-a com correntes e pendurou-a pelas nuvens, após ter amarrado umas bigornas aos seus pés.

Ao se casar com Zeus, recebeu de Gaia, mãe de todas as criaturas, uma árvore que dava maçãs de ouro. As Hespérides, ninfas do poente, velavam os pomos de ouro do Jardim dos Deuses. Eram filhas de Atlas que era filho de Jápeto e de Cimene. Carregava o mundo nos ombros e na Ilíada, ajudou os gregos na guerra de Tróia por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris.

Ela era venerada em vários locais de culto, especialmente em Argos, daí também ser conhecida como Argéia. Seu culto também era muito difundido em Creta e Samos, onde um grande templo foi construído em sua honra pelos Argonautas - templo este que não foi excedido em tamanho por nenhum outro na Grécia. Em Olympia, o Heraion, o Templo de Hera, precedeu em muito o Templo de Zeus. Naquele, corridas de mulheres eram organizadas desde tempos imemoráveis a cada quatro anos, por ocasião dos festejos da Heraia.

As crises de ciúme provocadas pela infidelidade de seu esposo, Zeus, marcaram o comportamento da deusa grega Hera em muitos episódios da mitologia. Venerada como rainha dos deuses em Esparta, Samos, Argos e Micenas, tinha entre as duas últimas cidades um templo famoso por abrigar uma bela estátua sua, esculpida em ouro e marfim por Policleto.

Foram seus filhos Hebe, a juventude florida; Ares, deus da guerra; e Hefesto, deus ferreiro.. Seus atributos são o cetro e o diadema, o véu (associado à mulher casada) e o pavão (símbolo da primavera).
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HADES

Outra das mais ancestrais divindades da mitologia grega. Dominava o mundo inferior, soberano do reino dos mortos ou simplesmente o submundo, correspondente ao romano Plutão, o rico, pois era dono das riquezas do subsolo.

Filho dos Titãs Cronos e de Réia (os romanos Saturno e Cibele), que detinham o controle do mundo, e portanto, também irmão de Zeus e de Posêidon ou Posídon. Quando o pai foi destronado e vencidos os titãs, os três irmãos partilharam entre si o império do universo. Zeus ficou com o céu, a terra e o domínio e cuidado das deusas irmãs, Posêidon herdou o reino dos mares e ele tornou-se o deus das profundezas, dos subterrâneos e das riquezas. Casou-se com Perséfone ou Cora, a Proserpina no mundo subterrâneo, filha de Zeus com Deméter, após um rapto bem sucedido e reinava, em companhia de sua esposa, sobre as forças infernais.

Como o deus dos infernos era ajudado por outras divindades, Hécate, as Fúrias, as Parcas, as Harpias, Tanatos, o Hipnos e as Górgonas. Deus de poucas palavras, o seu nome inspirava tanto medo que as pessoas procuravam não pronunciá-lo. Era descrito como austero e impiedoso, insensível a preces ou sacrifícios, intimidativo e distante e extremamente temido, pois em seu reino sempre havia lugar para mais uma alma.

Em algum lugar na escuridão do mundo subterrâneo estava localizado seu palácio, representado como um lugar lúgubre, escuro e repleto de portões e de convidados do deus e colocado no meio de campos sombrios uma paisagem assombrosa. O velho barqueiro Caronte conduzia as almas dos mortos através do sinistro rio de águas paradas Estige, até a entrada do reino ou casa de Hades, esse lugar infeliz e sombrio, habitado por formas vagas e sombras, cuja entrada era cuidadosamente guardada por Cérbero, um monstruoso cão de três cabeças e cauda de dragão, que não deixava as almas saírem do reino.

O nome Hades era usado para designar tanto o deus como os seus domínios, um submundo dividido em regiões. Primeiro o Érebo, por onde as pessoas passavam imediatamente após a morte, para serem julgadas, e receber o castigo dos seus crimes ou a recompensa das boas ações. Neste Tribunal, julgava as almas que lá chegavam, auxiliado por Minos, Éaco e Radamanto. Se as almas fossem condenadas eram atiradas ao Tártaro, a região mais profunda, onde habitavam as almas maléficas que sofreriam pela eternidade e onde os Titãs haviam sido aprisionados. Se absolvidas eram encaminhadas aos Campos Elísios ou Ilha dos Bem Aventurados, onde moravam as almas dos heróis, santos sacerdotes e poetas e onde eram ajudadas por dois deuses: Tânatos, o deus da morte, e Hipnos, o deus do sono.

Embora supervisionasse o julgamento e a punição dos condenados após a morte, ele não era um dos juízes nem torturava pessoalmente os culpados, tarefa que cabia às Erínias. Lendas também descreviam Hades como o lugar onde os bons eram recompensados e os maus punidos. O nome Plutão, que se tornou corrente na religião romana, era também empregado pelos gregos. Seu nome significa, em grego, o Invisível, e era geralmente representado com o capacete que lhe dava essa faculdade, que ele ganhou dos ciclopes quando participou da luta contra o pai e os titãs.

Com o tempo passou a ser considerado o distribuidor de riqueza, apresentando assim um lado bom, pois era ele quem propiciava o desenvolvimento das sementes e favorecia a produtividade dos campos. Como divindade agrícola, eram-lhe consagrados o narciso e o cipreste e seu nome estava ligado a Ceres e junto com ela era celebrado nos Mistérios de Êleusis que eram os ritos comemorativos da fertilidade, das colheitas e das estações.

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APOLO

Uma das mais ecléticas divindades da mitologia grega, que recebeu grande reverência desde os tempos dos gregos primitivos até alcançar os romanos. Conhecido primordialmente como uma divindade solar, também representou o ideal grego da jovem beleza masculina e era o deus dessa juventude, ajudando na transição para a idade adulta.

Flho de Zeus e da titã Leto, e irmão gêmeo da deusa da caça Ártemis e pai de Asclépio (Esculápio) e de Orfeu, tornou-se o deus do sol, da luz, da música, da poesia, da juventude, dos esportes e da caça e ainda o deus da profecia: o senhor de todos os oráculos, inclusive o de Delfos, o mais célebre de todos os lugares de profecias.

Também tinha sua parte negra. Quando usava o arco para disparar dardos letais e matar os homens com doenças ou mortes súbitas. Também é considerado o deus das pragas de ratos e dos lobos, que atormentavam muitas vezes os gregos. Depois de ter morto a serpente Pitho que aterrorizava as pessoas, para comemorar essa façanha ele instituiu os Jogos Pithios, cujo vencedor nas competições de força, velocidade ou corrida de carruagens era coroado com uma coroa de louro.

Foi fundador de cidades e criador de leis. Era um deus puro e justo que curava os doentes, sobretudo através do sono. Pã (Fauno), que havia inventado a gaita, desafiou-o para uma competição musical que devia tocar a lira, e apesar da bela música tocada por Pã (Fauno ou Silvano), tocando a lira que ganhou como um presente de Hermes, a canção de Apolo foi tão impressionante que ele imediatamente foi declarado vencedor. Todos concordaram, menos Midas, seguidor de Pã, e então o vencedor transformou as orelhas de Midas em orelhas de asno.

Midas tentou esconder as orelhas debaixo de um grande turbante, mas o seu cabeleireiro conhecia o segredo e não conseguia guardá-lo. Não ousando dizê-lo a ninguém, cavou um buraco no chão, cochichou o acontecido dentro do buraco e depois o cobriu. Mas uma moita espessa de juncos nasceu e se pôs a sussurrar a história a partir daquele dia, cada vez que o vento soprava sobre eles.

Por espalhar que era o melhor arqueiro entre os deuses, Apolo irritou Eros (Cupido), o deus do amor, e este vingou-se disparando uma de suas flechas no coração do desafeto e uma outra no coração da ninfa Dafne, filha do deus-rio, Pineus. O deus logo ficou apaixonado por Dafne que costumava andar pelas florestas e, como Ártemis, a deusa da caça, não queria se casar. Ele a perseguiu, mas ela se negou a parar e foi voando, seguida por ele, determinado em apanhá-la. Cansada e prestes a cair no chão, Dafne chamou o seu pai, o deus-rio, para salvá-la. No exato momento em que ela ia ser apanhada, Dafne foi convertida em um pé de louro (Dafne, em grego, significa louro).

Sem poder casar com a amada e por amá-la tanto, Apolo decidiu que as coroas que seriam usadas para distinguir as cabeças dos vencedores dos Jogos deveriam ser feitas com galhos de louro. Tomou partido na famosa guerra de Tróia, defendendo esta cidade, dizimando os aqueus com praga quando estes ofenderam o seu sacerdote troiano, e acabando por matar Aquiles.

Em época mais tardia foi identificado com Hélios, deus do sol, pois era antes o deus da luz, sua irmã foi identificada com a deusa Selene, a lua. Mitologicamente foi um deus de inúmeros amores, mas que nunca teve sorte, por vingança de Eros, deus do amor. Na mitologia etrusca, foi conhecido como Aplu e era venerado no Chipre, com o título de Abeu.

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ARES

Deus grego da guerra, correspondente a Marte, em Roma, personificava o aspecto sanguinário e selvagem das batalhas, simbolizando a agressividade característica do espírito guerreiro.

Filho de Zeus e Hera, embora incluído entre os doze maiores deuses da Grécia, seu culto não era muito difundido pela Grécia, sendo seu maior legado o Aerópago atenienese. Apesar das similaridades, o deus romano teve importância maior que o de seu equivalente grego, sem possuir nada da inconstância ou da leviandade deste.

Eram realizadas celebrações em honra ao deus no Egito, na cidade de Papremis, citadas por Heródoto como o sexto festival em ordem de grandeza naquele país, onde também existia um oráculo do deus. Era venerado principalmente em regiões como a Trácia, onde as pessoas eram particularmente violentas, e também era muito venerado na Cítia. Guerreava pelo simples prazer de fazê-lo e não possuía nenhuma das qualidades nobres de alguns outros deuses.

Encontrava-se sempre no meio de qualquer batalha sem se preocupar com qual dos dois lados estava a razão, festejava o derramamento de sangue e não se importava com quem perdesse ou ganhasse. Era freqüentemente desafiado por Atena, que se divertia, vencendo-o e/ou envergonhando-o. Quando ele se queixou a Zeus, seu pai, que Atena havia ajudado Diomedes a feri-lo na guerra de Tróia, Zeus chamou-o de renegado e chorão e só permitiu que sua ferida sarasse porque ele era seu filho.

Em certa ocasião, lutou com Atena para se vingar dela por ter ajudado Diomedes. Mas ele perdeu de novo porque Atena jogou-lhe uma rocha com tanta força que ele foi projetado fora do céu, caindo na terra e levantando uma nuvem de poeira. Gemendo sem parar, foi socorrido por Afrodite, que o levou de volta para o céu, carregando-o em seus braços.

Destacado por Homero em sua Odisséia, era alto e bonito, porém vaidoso e cruel e foi um dos amantes de Afrodite, deusa grega do amor e da beleza, como também de Otréra, mãe das amazonas Hipólita, Menalipe, Pentesiléia e Antíopa e da deusa Eos e com Cirene, a mãe de Aristeu, teve Diomedes rei da Trácia. Geralmente era retratado com uma lança, a arma preferida dos hoplitas gregos.

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HERMES

Deus grego dos viajantes, pastores, mercadores, banqueiros, ladrões, adivinhos e arautos, correspondente a Mercúrio entre os romanos, com características de um deus místico do universo.

Era filho de Zeus e da ninfa Maia, uma das Plêiades. Nasceu na Arcádia, revelando logo extraordinária inteligência. Lendariamente ficou famoso também por ser o único filho de Zeus que não era filho de Hera, mas que ela passou a gostar, pois ficou impressionada pela sua inteligência.

Com suas sandálias aladas, veloz como o vento, ele servia como mensageiro dos deuses e conduzia os mortos para o mundo inferior. Também encantou muitos deuses e outros personagens míticos com o som de suas flautas e liras. Certa vez Io, bela jovem amada por Zeus, foi transformada em novilha branca para não ser atacada por Hera. Desconfiada Hera colocou Io sob os cuidados de Argos que tinha cem olhos. Como ele nunca fechava mais do que dois cada vez para dormir, podia vigiar Io constantemente. Então Zeus mandou Hermes salvar a moça.

Levando o seu bastão que tinha o poder de adormecer as pessoas, foi ao encontro de Argos tomando a forma de um pastor. Sentou-se ao seu lado, contou histórias e tocou sua gaita com tal suavidade que todos os cem olhos de Argos se fecharam. Então cortou a cabeça de Argos e libertou Io. Hera pegou os cem olhos de Argos e os espalhou na cauda de seu pavão como adorno e assim ficaram até hoje.

Mas Hera não terminou seu ciúme de Io e mandou uma grande mosca para atormentá-la. A jovem tentou escapar, jogando-se no mar, que foi chamado a partir de seu nome, de Mar Jônico e nadou até chegar a beira do rio Nilo, onde Hera não mais lhe atormentou e Zeus não mais lhe prestou atenção.

Tentou casar com sua irmã, a deusa Perséfone, mas o casamento foi impedido por Deméter, mãe da moça, inclusive tentou resgatá-la do reino dos mortos quando ela foi seqüestrada por Hades. Teve muitas amantes mortais e divinos, entre elas a ninfa Dríope, com quem teve Pã, Acacalis, filha de Minos, Herse, filha de Cécrope, Eupolêmia, Antianira, mãe de Equion, Afrodite, a deusa do amor, com quem teve Hermafrodito, a ninfa Lara, náiade de Almon.

Divindade muito antiga, Hermes era invocado, a princípio, como deus dos pastores e protetor dos rebanhos, dos cavalos e animais selvagens e com o tempo também tornou-se adorado como deus do comércio, do vento e da velocidade, da ginástica, dos números, do alfabeto e de muitas outras coisas. Freqüentemente é representado como um jovem de belo rosto, normalmente nu ou vestido com uma túnica curta e trazendo na cabeça um capacete com asas, calçando sandálias aladas e na mão seu principal símbolo, o caduceu doado por Apolo. Como mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses, deu origem ao termo hermenêutica.

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HEFESTOS

Hefestgos, conhecido como Vulcano dos romanos, deus do fogo, da metalurgia e das erupções vulcânicas, o ferreiro divino dos deuses e construtor de seus palácios, armas e ferramentas. Era o filho feio e deformado de Zeus e de sua esposa Hera, e foi responsável, entre outras obras, pela égide, escudo usado pelo pai em sua batalha contra os titãs.

Certa vez sua mãe Hera discutiu com Zeus a respeito de Héracles e ele tomou partido a favor da mãe. Então Zeus zangado agarrou-o pelo pé e o atirou do Olimpo abaixo. Ele foi cair no fundo do mar onde foi cuidado pela titânia Tétis, que lá morava e o levou para a ilha de Lemnos. Por não ter recebido apoio da mãe por seus defeitos físicos, montou suas oficinas na ilha de Lemnos. Para se vingar, fabricou um trono esplendoroso e o mandou para sua mãe no Monte Olimpo, como presente. Ela sentou-se nele e imediatamente, correntes invisíveis ataram-se em sua volta e ela não conseguia levantar-se.

Ares, o Marte romano, deus da guerra e seu principal rival, tentou libertar Hera, mas bateu rapidamente em retirada frente as chamas do deus do fogo. No entanto, Dionísio, deus do vinho e seu amigo, o embebedou, levando-o ao céu, onde ele libertou a rainha e passou a residir novamente no Monte Olimpo.

De volta ao Olimpo, como deus do fogo, tornou-se o ferreiro divino e instalou suas forjas no centro dos vulcões. Construiu para si um magnífico e brilhante palácio de bronze, equipado com muitos servos mecânicos. Ali fabricou entre outras grandes obras, os raios e o trovão de Zeus, o tridente de Poseidon, a couraça de Héracles e as flechas de Apolo.

Zeus, arrependido por tê-lo rejeitado, deu-lhe em casamento Afrodite, a Vênus romana, a mais bela das deusas. Embora o amasse realmente, ela foi, tendo vários amantes dentre eles deuses e mortais, pois suas traições refletiam as outras faces do amor. Descobertas as traições, confeccionou uma rede invisível em que aprisionou Afrodite e seu amante Ares para expô-los ao ridículo diante dos outros deuses e se vingar das traições da esposa.

Divorciou-se de Afrodite e casou-se com as Cárites. Outra das suas célebres criações foi a armadura para o herói Aquiles. Após a morte do seu amigo Pátroclo na guerra de Tróia, Aquiles decidiu entrar de novo no conflito, mas não tinha armadura, pois a havia dado a Pátroclo. Naquele momento, a mãe dele Tétis, procurou o deus do fogo, no Monte Olimpo, e pediu que ele fabricasse uma nova armadura para o seu filho. Concordando fabricou uma esplêndida armadura, um escudo decorado com representações elaboradas e uma braçadeira com adornos que representavam a terra, o céu, o mar, o sol, a lua e as estrelas.

Além do escudo, o deus do fogo criou também um capacete com uma crista que lhe protegia o peito. Apesar de ser motivo freqüente de escárnio nas lendas gregas por causa de seu defeito físico, foi muito venerado pelas dádivas concedidas aos mortais e de suas forjas saiu Pandora, a primeira mulher mortal. Tyornou-se patrono dos ferreiros e dos artesãos em geral e as lendas o colocam como responsável pela difusão da arte de usar o fogo e da metalurgia. Era geralmente representado como um homem de meia-idade, barbado, vestido com uma túnica sem mangas e com um gorro sobre o cabelo desgrenhado.

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DEMÉTER

Deméter, chamada Ceres pelos romanos, foi a deusa cretense da fertilidade e da agricultura e irmã de Zeus, era também conhecida como a deusa mãe e considerada como deusa da lei, da ordem e do casamento.

Filha dos Titãs Réia e Cronos, era a mãe de Perséfone, sua filha única com Zeus. Com sua filha, Corê, eram adoradas juntas e foi um grande golpe quando sua filha desapareceu. Profundamente abalada pela perda de sua filha, vagou pelo mundo procurando-a. Seguindo o conselho de Hécate, deusa da noite, pediu a Hélio, o deus-sol e o olho do mundo, que lhe dissesse onde estava sua filha e quem a havia raptado.

Ficou profundamente chocada ao saber que fora Hades quem a havia levado para ser a rainha do Érebo, com o nome de Proserpina, ligada ao outro mundo e aos rituais da morte. Prosseguindo em sua tristeza, decidiu não voltar para o Olimpo, enquanto sua filha não lhe fosse devolvida e, culpando a terra por ter aberto a passagem para Hades levar sua amada filha. Como deusa da terra cultivada, das colheitas e das estações do ano, não permitiu que o solo produzisse nada antes que sua filha voltasse para ela.

Assim, durante o tempo em que ficou fora do Olimpo a terra tornou-se estéril, o gado morreu, os grãos não germinaram. Os outros deuses tentaram dissuadi-la, mas ela estava decidida. Finalmente, Zeus concordou que Perséfone deveria voltar, com a condição que ela não comesse nada em Hades, pois quem comesse qualquer alimento nessa região ficava obrigado a retornar.

Mas Hades foi astuto e planejou uma maneira de a prender para sempre aos infernos. Ofereceu a Perséfone uma romã, o símbolo do casamento, e ela comeu alguns grãos. No momento em que Perséfone estava partindo na carruagem de Hermes, que Zeus havia enviado para apanhá-la, Hades exigiu que ela deveria passar a metade do ano no mundo dele por ter comido um pouco da romã. Com isso, ficou estabelecido que Perséfone passaria um período do ano com a mãe, e outro com Hades, quando é chamada Proserpina.

Desde então, cada vez que Perséfone desce ao mundo dos mortos para encontrar o seu marido, o inverno chega na terra. Quando ela volta para a sua mãe é chamada Core, a virgem, a primavera faz o inverno desaparecer e traz as flores e o verde da natureza e os grãos brotam, saindo da terra.

Na qualidade de deusa da agricultura, Deméter fez várias e longas viagens com Dionísio ensinando os homens a cuidarem da terra e das plantações. Em Roma, onde se chamava Ceres ou Cora, seu festival era chamado Cerélia e celebrado na primavera. Em geral é representada sentada, tendo em uma das mãos uma foice e na outra um punhado de espigas e papoulas, trazendo na cabeça, uma coroa com esses mesmos elementos, cheia de tetas no peito, todas cheias de leite.

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HÉSTIA

Equivalente à deusa romana Vesta. Era adorada como uma deusa do estado. Para os gregos era a irmã mais velha de Zeus, Deusa virginal da fogueira doméstica presente em todos os lares gregos, presidindo desta forma sobre a vida doméstica e sobre as coisas privadas.

É a filha mais velha de Cronos e Réia, e considerada um dos doze deuses olímpicos mais importantes - e a mais gentil dentre todos. Foi engolida por Cronos e posteriormente resgatada por Zeus. Representada trajando um longo vestido, muitas vezes com a própria cabeça coberta por um véu, ela é a deusa que nunca abandona o lar, o Olimpo, e jamais se envolve nas brigas e guerras de deuses ou mortais.

Ajudou-o a tornar-se dono do universo. Desprezou o amor tanto de Possêidon como de Apolo, resolvendo permanecer solteira. Como deusa de coração quente, ela representava a divindade do lar e defendia a vida da família. Era adorada antes dos outros deuses em todas as festas, uma vez que era a mais antiga e preciosa das deusas do Olimpo.

Um juramento feito em seu nome era o mais sagrado dos juramentos. Era venerada também pelos Scythianos, que a chamavam Tabiti. Segundo Heródoto era uma das divindades cujo nome não se originou no Egito ou no Oriente próximo. O animal mais sagrado à deusa é o asno.

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POSEIDON

Uma das mais ancestrais e importantes divindades da mitologia grega, mas não um dos doze olímpicos. Era o deus do mar, dos rios e das fontes, o Netuno dos romanos. Filho dos Titãs Cronos e de Réia (os romanos Saturno e Cibele) que detinham o controle do mundo, e portanto, também irmão de Zeus e de Posêidon ou Posídon.

Quando o pai foi destronado e vencidos os titãs, os três irmãos partilharam entre si o império do universo. Zeus ficou com o céu, a terra e o domínio e cuidado das deusas irmãs, Hades tornou-se o deus das profundezas, dos subterrâneos e das riquezas e ele herdou o reino dos mares. Normalmente representado como um homem de barba portando um tridente, o qual era usado para bater o mar e para separar pedaços de rocha.

Como ele era o senhor das águas salgadas e doces, desafiava sempre os outros deuses e entrava em discussões e conflitos com eles. Desejava ter como sua a cidade de Atenas, sob os protestos da deusa Atena, que considerava a cidade como sua. Os deuses fizeram uma reunião no Olimpo e decretaram então que a cidade seria daquele que oferecesse o presente mais útil aos mortais.

Ele criou o cavalo com seu tridente a partir de uma pedra e Atena a oliveira e os deuses decidiram que a deusa havia vencido e a cidade foi dada a ela. Descontente, às vezes ele sacolejava de modo tão violento que Plutão, governador da cidade de Hades, saltava de seu trono com medo de que a cidade caísse sobre sua cabeça.

Ajudou Pélope a casar-se com Hipodâmia, filha de Oenomaus, rei de Elis e filho de Ares. Pélope deveria vencer o rei numa corrida de carruagens para ficar com a moça, senão ele morreria. As possibilidades de derrotá-lo, contudo, eram limitadíssimas pra não dizer, inexistentes. Pois o rei jamais havia perdido uma disputa. Sua Alteza possuía cavalos que corriam como ciclones. No entanto venceu, graças ao Deus, que lhe emprestou dois cavalos alados de seu próprio estábulo. Aí, Hipodâmia convenceu o cocheiro de seu pai a retirar a correia da carruagem do rei.

Ele vivia sob o mar e conduzia uma carruagem puxada por cavalos, que se assemelhavam às ondas do mar. Tinha poder sobre as tempestades e sobre os ventos. Garantia a segurança dos marinheiros ou a destruição de seus navios de acordo com sua vontade. Ele possuía um palácio de ouro, situado no fundo do mar, e percorria a superfície da água, numa carruagem de ouro, levada por cavalos velozes. Sua arma era o tridente, uma lança terminada em três pontas e com a qual ele podia provocar terremotos na terra. Sua esposa, a ninfa do mar, a nereida ou oceânida Anfitrite, deu à luz diversos filhos seus, incluindo Tritão - metade homem e metade peixe.

Além disso, possuía um grande número de outros filhos ilegítimos, incluindo monstros e gigantes, de seus numerosos casos extraconjugais. Neste aspecto ele se equiparava a Zeus. Engravidou a górgona Medusa, gerando Crisaor e Pégasus. Do rapto de Atra resultou o nascimento de Teseu. Ele também raptou Amimone quando ela tentava escapar de um sátiro. Outros de seus filhos são: Sinis, Polifemo, o ciclope, Órion, o rei Amicus, Proteus, Agenor, Belus da Líbia, Pélias e o rei do Egito, Busiris, filho de Lisianassa.

Um de seus casos amorosos mais conhecidos envolveu sua irmã, Deméter. Ele a perseguiu e para evitá-lo, ela se transformou em uma égua. Em seu desejo por ela, ele se transformou em um garanhão e copulou com a égua. Deste encontro nasceu um esplêndido cavalo, Arion. Esta associação possivelmente vem do fato de, assim como Deméter, também era originalmente uma deusa da fertilidade. Era também deus dos cavalos, pois criou o primeiro.

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Comentário de Rafael Rocha em 18 junho 2012 às 7:32

Documentário sobre as divindades da Mitologia Grega. Vídeo Editado por André Bispo através do "YouTube editor"

Comentário de Suyene Olgrega Souza Lima em 10 outubro 2010 às 12:45
Acredito que muitas, senão todas, as coisas mundanas estejam relacionadas, e, naturalmente as pessoas estabelecem regularidades entre os mitos, sejam da antiguidade clássica, ou os santos do novo testamento, o diferencial é que os mitos gregos são mais justos com a condição humana, afinal muitos deles apresentam sentimentos, emoções, entre outras características humanas, por mais imperfeitas que possam perecer, enquanto que J Cristo e seus coleguinhas são perfeitos e fazem com que o humano que nele(s) crê, ao se comparar com ele(s) pareça desprezível, incorreto, de essência vil.
Comentário de Marisa Soveral em 15 setembro 2010 às 11:31
A concordância nunca é a base do conhecimento, só o debate leva ao conhecimento aprofundado. Não tenho certezas sobre nada e deste modo considero-me uma eterna aprendiz e por muito que leia, há sempre muito para ler. Obviamente que não há maiores ou menores especialistas, isso foi uma redundância, há estudiosos sobre determinadas matérias e quantas vezes discordantes entre si. Um professor catedrático, para mim é também um especialista na selecção dos livros que recomenda para ministrar a matéria que ensina, por essa razão referi Pierre Grimal, mas obviamente que Jean-Pierre Vernant é um estudioso bastante considerado e outros poderiam ser indicados. Sobre as confusões, as mesmas são motivadas pelas dispersões. O grupo pretende abordar a Mitologia Grega e não Mitologias. Dispersar de ânimo leve, não me parece uma boa metodologia e pode realmente suscitar as tais confusões. Muito certo que o “O mito não é grego nem latino, mas um farol que ilumina todas as culturas”. Só que a mitologia grega tem uma especificidade muito especial, devido ao contexto cultural da época e depois ao interesse dado à mesma, pelos renascentistas. Também não compreendo o que a deusa grega Afrodite tem algo a ver com a Yemanjá! Entendo sim que pode haver correlações, porque os temores e anseios dos homens em todas as épocas são similares, portanto para abordarmos a mitologia em geral, teríamos que recuar ao início e ir passo a passo ver as evoluções, que não são só a nível da crença e da fé, mas também têm carácter político, caso da apropriação pelos romanos dos deuses gregos e da aceitação de Constantino do Cristianismo.
Sei que não estou a dar grande comparticipação a este grupo. Tenho por aqui escrito sobre assuntos, sobre os quais posso ter mais conhecimentos, eventualmente, com as rectificações ou complementos de quem possa saber mais, excluindo logo «a priori», que domino todas as matérias.
Minha querida Chris, estou absolutamente aberta a receber todas as críticas, suas ou de quem se dispuser a fazê-las.
Marisa Soveral
Comentário de Marisa Soveral em 14 setembro 2010 às 12:51
Segundo o professor catedrático Brochado Coelho, da Universidade de Letras do Porto, que ministrava a cadeira de Civilizações Clássicas, o maior especialista em mitologia grega e romana, já que a segunda deriva da primeira, é Pierre Grimal. Tenho lido por aqui coisas algo confusas e dou esta informação a quem possa estar interessado.

Dicionário da mitologia grega e romana – Pierre Grimal


O Dicionário da Mitologia Grega e Romana é o fruto de longos anos de trabalho no decurso dos quais Pierre Grimal se entregou inteiramente ao estudo dos textos lendários, desde os poemas homéricos aos comentários eruditos dos sábios bizantinos do século XII. Nesta obra, que faz constantemente alusão aos principais escritos das literaturas grega e latina e que ajudará à compreensão de numerosos textos da literatura moderna, o autor teve o cuidado de evitar todos os aspectos dogmáticos, todo o sistema explicativo susceptível de envelhecer com o progresso incessante das pesquisas. Preocupou-se apenas em investigar e resumir os dados imutáveis dos grandes mitos da Antiguidade, os mais geralmente utilizados. A mitologia hoje não representa apenas erudição: o seu conhecimento é indispensável para a compreensão dos grandes acontecimentos históricos; a literatura actual utiliza-a e refere-se a ela a cada instante. É bem a prova de que todos nós vivemos do ensinamento de um pequeno número de fábulas exemplares cuja riqueza é suficiente. Afastando-se de uma reflexão demasiado crítica, Pierre Grimal deixa-nos a narrativa concentrada dessas grandes alegorias sempre vivas.

Pierre Grimal nasceu em Paris a 21 de Novembro de 1912. É um dos historiadores e latinistas franceses mais respeitados do século XX. Profundamente apaixonado pela Civilização Romana, Pierre Grimal foi uma das pessoas que mais se dedicou à promoção da herança cultural da Roma Antiga, tanto no seio de especialistas como no grande público. Foi professor de Civilização Romana nas Faculdades de Caen, de Bordéus e, durante trinta anos, na Sorbonne. Foi, também, membro fundador da Escola Francesa de Roma. O Dicionário da Mitologia Grega e Romana é hoje um marco e uma referência para todos os fascinados e estudiosos da Antiguidade Clássica. A sua carreira literária é, também, marcada por diversas obras e traduções de grandes clássicos latinos como Cícero, Séneca, Tácito, Platão, entre outros. Escreveu também biografias históricas romanceadas como Mémoires d’Agrippine ou Le Procès Néron, obras destinadas ao grande público. Morreu em Paris a 11 de Outubro de 1996.
Comentário de Wladimir Gomide em 12 setembro 2010 às 20:56
Louve-se a contribuição de Silvia, que estabelece correspondência entre os mitos gregos e os orixás. Inclusive, a indicação de Junito Brandão, que muito tem para ensinar em matéria de Mitologia Greco-Romana.
Se fui curto e grosso, peço-te desculpas. Não tive nenhuma intenção de ofender.
Quanto à "manchete", quis apenas sinalizar a importância da "notícia", isto é, do conteúdo. Nenhuma arrogância, não faz o meu estilo.
Comentário de Silvia Ferreira Lima em 12 setembro 2010 às 10:00
Afrodite nasceu das espumas do mar e do esperma de Urano, existe correspondência entre Iemanjá, a mãe dos orixás, que é justamente o orixá do oceano. Além disso, também existe correspondência com Oxum, o orixá feminino de água doce e que representa outro tipo de beleza feminina, não mais a mãe, como Iemanjá, porém como a beleza da sedução, que também é uma característica de Afrodite. De acordo com a informação apresentada na Coleção sobre Mitologia Greco-Romana da Editora Fittipaldi, São Paulo. O que se sabe sobre mitologia são pesquisas realizadas através da arte cerâmica e da escultura remanescente através de pesquisas arqueológicas em sitios gregos. Não existe nenhuma referência escrita da época, além da Ilíada e a Odisseia de Homero. Por isso, toda a verborragia que se faz utilizando-se textos informativos sobre o assunto, na realidade, partiram de observações de obras de arte plásticas.
Peço aos colegas que, daqui por diante, quando abrirem um grupo deixem especificadas as regras para participação do mesmo, como tipos de texto que serão utilizados. Quanto ao conteúdo, é ignorância do homem pretenso "moderno" achar que não existe conteúdo em todas as manifestações culturais, sejam imagens ou textos. Além disso, a título de esclarecimento as manchetes existem apenas nos textos jornalísticos. Mais uma coisa, acredito que também na internet exista uma maneira de fazer uma crítica ou dizer uma verdade ou sugestão sem ser mal educado. Acho que os colegas abaixo deveriam tomar consciência disso. Caso contrário soa como desrespeito, ou prepotência. E eu pergunto quem aqui é melhor do que alguém para se julgar além das regras do bom comportamento? Acho inclusive que se fôssemos verificar o curriculum vitae de cada um poderíamos verificar que os mais cultos são também mais educados e mais respeitosos.
Para saberem mais sobre mitologia greco-romana sugiro que pesquisem a obra de Junito Brandão.
Comentário de Rafael Rocha em 11 setembro 2010 às 7:38
Em tempo:

Concordo de A a Z com o comentário do cumpadi Wladimir Gomide, quatro andares abaixo deste. Queremos conteúdo mais específico neste espaço que fala da MITOLOGIA GREGA, mas lembramos de forma radical aos membros que o espaço é sobre MITOLOGIA GREGA. No entanto, todos podem em seus escritos fazer comparações dos deuses gregos com os demais. Só não sei que identificação uma deusa grega como Afrodite pode ter com uma pretensa mitologia afro-brasileira. Quem souber, apresente as justificativas.
Comentário de Rafael Rocha em 11 setembro 2010 às 7:30
Os romanos buscaram quase todos os seus mitos nas lendas de outros povos, particularmente da Grécia. Eles tinham também seus próprios deuses, porém, à medida que o Império crescia, adotavam mitos e heróis das regiões que conquistavam. Não demorou muito para que a fronteira entre a mitologia "romana" e a "estrangeira" diminuísse, para em seguida desaparecer completamente.

Os romanos, os etruscos e os povos itálicos (da Itália antiga) tinham, antes de importarem em bloco o panteão grego, algumas divindades, que continuaram a venerar mesmo depois de dedicar templos a Júpiter, Ceres e outros deuses. Lembro aqui os deuses Lares domésticos que protegiam a casa comum. Os deuses Lares públicos protetores das encruzilhadas. Os deuses Penates que também zelavam pela vida doméstica, e Jano, o deus de dois rostos, que guardava as portas e os portais.

Havia o deus Quirino, cuja morada ficava no monte Quirinal, e o deus Saturno, célebre por suas festas chamadas de Saturnálias. Na realidade, como Roma no desenvolver do Império, copiou todos os deuses gregos e de outros povos, os historiadores vêem em Saturno o equivalente ao deus grego Cronos.

Como neste espaço queremos falar da MITOLOGIA GREGA, os mitos romanos não ganham destaque, porque, na realidade, Roma apenas copiava e tomava para si os deuses de outros povos. Fez o mesmo com o deus persa Mitra (deus sol invencível). A própria deusa Vesta, que tinha o culto das virgens vestais responsaveis pela manutenção do fogo sagrado, era cópia de Héstia, divindade grega e filha mais velha de Cronos e Reia, deusa dos lares familiares simbolizada pela lareira, coração simbólico do lar. A deusa Diana era cópia de Ártemis, bela e destemida caçadora, irmã gêmea do deus Apolo. A Deusa Mãe, ou MATER, foi copiada dos gauleses, cujo território Roma conquistou.

Vemos assim, que Roma aglutinou deuses e deusas de todos os lugares conquistados desde o Egito até a Antiga Pérsia.
Comentário de Silvia Ferreira Lima em 11 setembro 2010 às 0:08
Só para acrescentar, eu sei que para os gregos a deusa se chama Ártemis, porém a mitologia greco-romana é muito semelhante, acho que só mudam os nomes. Se alguém conhece a explicação de por que a crença é a mesma, só mudam os nomes, por favor, explique-me!
Comentário de Wladimir Gomide em 10 setembro 2010 às 23:51
Minha cara.
Se tanto adoras as mitologias - egipcia, greco-romana, nórdica, celta, árabe, afro-brasileira - melhor seria escreveres algo pertinente.
Aguardamos colaborações de conteúdo.
Nada de manchetes. Preferimos conteúdos.
 

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David Caparelli postou um status
"De volta ao convívio..."
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"Parabéns Luciane Silva.. para maiores contatos. www.davidcaparelli.com. br"
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David Caparelli e LUCIANE SILVA POETISA agora são amigos
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Posts no blog por LUCIANE SILVA POETISA

POEMA: EDUCAÇÃO... ( Luciane Silva - Recife / PE )

Condição básicado ser humano,melhoria de vidaeconômica e culturalde um grupo social.Para um mundoem transformação,Educação...educação...Deve ser permanentedentro da realidadeda criança...do adolescente!Luciane SilvaLivro: POSSÍVEIS SENTIMENTOSPoesias e ReflexõesLiteratura Infantojuvenil…Ver mais...
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Celuy Roberta Hundzinski deixou um comentário para Rafael Rocha
"Obrigada! O prazer é meu! Até breve!"
3 Abr
Antonio Cabral Filho postou uma foto
3 Abr

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